
Eu sei que você sente isso: que nunca estão satisfeitos! Que sempre querem mais!
Se você é toda perfeitinha, toda séria, toda responsável, isso ainda não é o bastante.
E olhe lá se você cometer a grande falta de sair da linha! E ai de você se você der argumentos para que falem de você, para manchar a perfeita imagem que você construiu!
Acontece que às vezes, querida, nós mesmas armamos as nossas armadilhas.
Nós mesmas dizemos “sim” e “amém” a todos os rótulos e expectativas que os outros têm sobre nós.
É difícil e extenuante ser sempre perfeita justamente porque ninguém foi feito para ser assim!
A questão é que é fácil cair nessas armadilhas sociais: quando menos esperamos, lá estamos nós: reféns da expectativa dos outros.
Reféns da noção que os outros têm sobre nós.
Reféns do medo de perder o já conquistado.
Vou chamar o mestre Campbell ao nosso auxílio:
“É simples e básico. Tire de seu sistema idéias que causam pressão e você descobrirá, como a bola da roleta, onde vai cair.
A bola da roleta não diz: ‘Bem, as pessoas não vão pensar mal de mim se eu cair naquele lugar.’
Aceite o que aparece e esteja onde lhe apraz.
O que conta é estar no lugar que você sente que é o seu.
O que as pessoas pensam, é problema delas.”
E é aí, na verdade, que está a nossa maior conquista.
De que adianta ser tudo o que querem que você seja e não poder ter a liberdade de entregar-se ao momento?
Que medo é esse que temos de desconstruir o que foi construído?
Será que o que você construiu é tão frágil assim?
Será que quem você é assim tão limitado e fixo que você não pode “pisar fora” desse círculo?
Se tudo o que você é, é o que você já tem, então para que o amanhã?
Para que todas as horas de vida que ainda lhe serão dadas?
Não: não podemos deixar que nos coloquem um gesso e que só nos deixem crescer até ali.
Clarice Lispector dizia que o espaço mais profundo é o espelho.
Justamente porque ali está refletida você.
Qual a sua profundidade?
Você se deixará ser tão rasa quanto querem que você seja?
Caminhará sempre pelos passos que querem que você caminhe?
Campbell diz:
"No momento em que você age, você é imperfeito: decidiu agir dessa forma e não daquela.
Por isso, decida ser imperfeito, entre em acordo com isso, e siga em frente.
Se você disser ‘não’ a um pequeno detalhe de sua vida, você terá desfeito tudo.”
Você NÃO é perfeita!
Mais do que isso: você NÃO PRECISA ser perfeita!
Ao se subjugar a esse aparente rótulo de perfeição, você estará caindo na armadilha de ser quem os outros querem que você seja.
E andar nos passos dos outros significa uma coisa e uma coisa apenas: significa que você não está andando nos seus passos.
Não aceite limitar-se tanto assim.
Para aproveitar todas as possibilidades da vida, você tem que estar livre para mergulhar nelas.
Entenda: somos nós quem muitas vezes aceitamos vestir a âncora que nos oferecem.
Decida ser imperfeita.
É aí, justamente aí, que reside a maior beleza e o maior tesouro de se ser humano.
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“Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter”
ENGENHEIROS DO HAVAÍ
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