quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Decida ser imperfeita.


Eu sei que você sente isso: que nunca estão satisfeitos! Que sempre querem mais!

Se você é toda perfeitinha, toda séria, toda responsável, isso ainda não é o bastante.

E olhe lá se você cometer a grande falta de sair da linha! E ai de você se você der argumentos para que falem de você, para manchar a perfeita imagem que você construiu!

Acontece que às vezes, querida, nós mesmas armamos as nossas armadilhas.


Nós mesmas dizemos “sim” e “amém” a todos os rótulos e expectativas que os outros têm sobre nós.

É difícil e extenuante ser sempre perfeita justamente porque ninguém foi feito para ser assim!

A questão é que é fácil cair nessas armadilhas sociais: quando menos esperamos, lá estamos nós: reféns da expectativa dos outros.

Reféns da noção que os outros têm sobre nós.

Reféns do medo de perder o já conquistado.

Vou chamar o mestre Campbell ao nosso auxílio:

“É simples e básico. Tire de seu sistema idéias que causam pressão e você descobrirá, como a bola da roleta, onde vai cair.


A bola da roleta não diz: ‘Bem, as pessoas não vão pensar mal de mim se eu cair naquele lugar.’


Aceite o que aparece e esteja onde lhe apraz.


O que conta é estar no lugar que você sente que é o seu.


O que as pessoas pensam, é problema delas.”

E é aí, na verdade, que está a nossa maior conquista.

De que adianta ser tudo o que querem que você seja e não poder ter a liberdade de entregar-se ao momento?


Que medo é esse que temos de desconstruir o que foi construído?

Será que o que você construiu é tão frágil assim?

Será que quem você é assim tão limitado e fixo que você não pode “pisar fora” desse círculo?

Se tudo o que você é, é o que você já tem, então para que o amanhã?
Para que todas as horas de vida que ainda lhe serão dadas?

Não: não podemos deixar que nos coloquem um gesso e que só nos deixem crescer até ali.

Clarice Lispector dizia que o espaço mais profundo é o espelho.
Justamente porque ali está refletida você.

Qual a sua profundidade?
Você se deixará ser tão rasa quanto querem que você seja?

Caminhará sempre pelos passos que querem que você caminhe?

Campbell diz:

"No momento em que você age, você é imperfeito: decidiu agir dessa forma e não daquela.


Por isso, decida ser imperfeito, entre em acordo com isso, e siga em frente.


Se você disser ‘não’ a um pequeno detalhe de sua vida, você terá desfeito tudo.”

Você NÃO é perfeita!
Mais do que isso: você NÃO PRECISA ser perfeita!
Ao se subjugar a esse aparente rótulo de perfeição, você estará caindo na armadilha de ser quem os outros querem que você seja.

E andar nos passos dos outros significa uma coisa e uma coisa apenas: significa que você não está andando nos seus passos.

Não aceite limitar-se tanto assim.
Para aproveitar todas as possibilidades da vida, você tem que estar livre para mergulhar nelas.

Entenda: somos nós quem muitas vezes aceitamos vestir a âncora que nos oferecem.

Decida ser imperfeita.


É aí, justamente aí, que reside a maior beleza e o maior tesouro de se ser humano.

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“Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter”


ENGENHEIROS DO HAVAÍ
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