segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Problemas das pessoas...

A vida não para, correescorre entre nossos dedos. A todo instante escolhemos: chocolate ou creme? Dormir ou estudar? Falo ou não falo? São pequenos (porém importantíssimos) detalhes capazes de dar um novo rumo a nossas vidas.

Contudo, nem sempre prestamos atenção neles, escolhemos o que for mais fácil e prazeroso, sem nos importarmos com suas consequência. Os ponteiros do relógio vão girando, e nós empurrando, a vida com a barriga. Chega um momento em que o boomerang que foi, decide voltar, e com ele, todos nossos erros passadas.

É quando percebemos que talvez tudo que fizemos até agora não é certo, não é o melhor, mais digno, mais correto, nem sei lá! A questão é que a infelicidade (provavelmente a solidão) bate em nossa porta e o inferno toma forma de uma vida em erro.

Então, esse viver em erro é a infelicidade, a insatisfação constante, o vazio resultado da negligência para com nossas escolhas, a falsa obrigação de agradar a sociedadepaisamigosefulanos, e, principalmente, o esquecer de si mesma.

É muito comum pais obrigarem seus filhos a fazerem determinado curso, e tanto a pai estúpido está sendo egoísta, como o filho está sendo fraco, abrindo mão de sua felicidade para não ter que encarar a família. Os anos vão passar, e a profissão feita de mal grado continuará azucrinando a vida desse filho que escolheu o caminho mais fácil.

Ainda em relação a profissão, há aqueles que vem a vida para fazer festa. Não estudam, não se esforçam, não fazem nada, se deixando levar pelos estímulos consumistas e fúteis que imperam em nossa sociedade ou vítimas de pais que nunca deveriam ter parido. Todas essa inutilidade resulta em ter que escolher qualquer coisa, e eu acho que trabalhar em qualquer coisa não deve trazer muita felicidade.

Em pior situação estão aqueles que se prendem a moral e aos bons costumes. Alguns dão sorte, e nascem “normais”, porém outros gostam de usar roupas excêntricas, diferentes, e me diz: e daí? Cada um se sente feliz com um tipo de roupa, tem alguns com uma voz estranha, sem braço ou gay. E me diz: porque no mundo alguém tem que deixar de ser quem é para agradar seja quem for? Infelizmente, muitos são os que não se libertam dessas horrendas amarras, e vivem presos em corpos e costumes que não são seus.

E, para completar essa cena de terror, existe o medo da mudança, que nos prende a situações de dor e sofrimento para evitar a perda do banquinho de vítima. Todo dia, ao deitarmos a cabeça no travesseiro, prometemos mudar, parar, crescer; mas um novo dia raia, e os mesmos erros cometemos. Pois é, nos afeiçoamos aos nossos defeitos mais cruéis, e livrar-se deles parece impossível! Quem seria eu se não roesse unha? Oh céus!

Enfim, viver em erro é ir contra suas próprias crenças, desejos e espiritualidade, é viver matando, pouco a pouco, a si mesmo. Não tem a ver com dogmas da igreja ou morais da vizinha leiteira: depende de cada um saber lidar com seus próprios problemas e de todos desaprenderam a julgar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário