sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Exageiro de conquista

Vocês já conheceram uma mulher linda, divertida, interessante, começaram a se encantar com ela, quando, de repente, naquela fase que deveria ser de conquista e jogos de sedução, ela começa a ter certas atitudes e diálogos que vão te afastando cada vez mais e mais? Pois é. Seja bem vinda! Ela está tentando te conquistar… fazendo exatamente o contrário do que deveria!

• Ela te manda sms: de “bom dia”, “boa noite”, “boa tarde”, “bom almoço”, “13h13min”,“1:01″, “feliz dia do artista plástico” (mesmo sendo você designer – mero detalhe), “feliz sexta feira treze”, “feliz segunda feira ensolarada”… Os que vem escrito “Saudade” então, parece que foram programados para que você os receba de hora em hora! Mas nem Guimarães Rosa sentiu tanta saudade assim… e ela só te viu uma vez!
Nada contra mandar sms (eu adoro recebê-los), mas com coisas interessantes escritas. Pode até ser uma dessas besteiras aí em cima, mas também não precisa competir com a minha operadora me mandando recarregar! =P

• Ligações frequentes e/ou com períodos de tempo longo: Ela já te ligou 10 vezes desde que vocês se conheceram há dois dias atrás. Dessas 10 ligações, na metade delas te contou até o que comeu no café da manhã e você estava ocupada e passou metade do tempo tentando desligar.

• Ela te elogia o tempo todo: Sempre dizendo o quão linda você está (até quando você sabe que está feia), como você escreve bem, como você é engraçada, como sua voz é bonita, como você pisca, como você respira, como você se veste, o corte do seu cabelo, a cor do seu cabelo, o seu cabelo… A sua foto 3×4! Ahhh, puxa-saquismo tem limites. A menos que você seja a próxima Gisele Bundchen e não saiba!

• Ela tem ciumes dos seus amigos: Mal se conhecem e ela já reclamando que você passa muito tempo com os seus amigos, que vocês ‘’aprontam’’ muito quando saem e esse tipo de censura,que, pelo menos pra mim, é chata até em namoro. Imagina com alguém que você acabou de conhecer, não é mesmo? Nada melhor que namorar alguém que se dê bem com seus amigos,goste deles e confie que a amizade de vocês é apenas amizade.

• Vergonha alheia nas redes sociais: Vocês se adicionaram nas redes sociais e em 5 minutos seu Facebook tinha mais de 30 notificações. Ela ja curtiu e comentou todas as suas fotos, curtiu metade das suas publicações e fuçou sua vida inteira. No Twitter, a sua timeline virou uma chuva de indiretas que você não sabe se são pra você, pra ex, pras suas amigas, pras amigas dela, pro chefe dela… enfim! Olha lá seu msn piscando e as uma mensagem dela chegando “Quem é fulana?” – Mas gente, estamos nos conhecendo ainda e ela já está bancando a louca! Se não bastasse isso, já está ela seguindo metade das suas amigas e as sondando. Se intrometendo nas suas conversas públicas na timeline e usando tuuuuudo que você posta na na rede do passarinho para puxar assunto com você. #boring

• Lá está ela falando da ex: Bem ou mal, em cada história ela da um jeito de incluir a ex e muitos detalhes sobre as duas. Gata, tá na cara que você não superou o seu passado ainda, o que que eu vou querer com você?

• Baladinha com ela: Ela já chegou bêbada, e o pior: veio dirigindo. Dançou com você, com seus amigos, com gente que você e ela nunca viram na vida, fez umas dancinhas ridículasdepois sumiu metade da balada e voltou com a cara toda amassada. Passou o tempo todo gritando e indo falar pro Dj tocar essa ou aquela música. Reclamou que você tava olhando pra garçonete quando tudo o que você fazia era pedir uma cerveja e mordeu os lábios a cada loira que passou do lado de vocês e nem disfarçou que estava olhando.

• Erros ortográficos absurdos: Seja no sms que ela te manda ou nas atualizações das redes sociais, ela sempre dá umas deslizadas feias na ortografia, daquelas de doer os olhos. Uma coisa é você escrever algumas palavras erradas de propósito, abreviar palavras ou cometer alguns erros de português comuns, afinal, ninguém é obrigado a ser o Professor Pasquale do Telecurso 2000, tampouco ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. É só saber o básico de português. Isso é pedir muito? – Escrevi um post inteiro sobre isso há alguns meses, continue lendo aqui.

• Ela é convencida ou insegura: Está sempre se achando a Angelina Jolie, a mulher maravilha, a pessoa mais inteligente e bonita do mundo. Ou então está o tempo todo sentindo pena de si mesma e falando o quanto tem que mudar. Linda, nada é mais sexy que uma mulher confiante que sabe das suas qualidades e tem orgulho delas. Mas sem ser convencida, obviamente. Nada é mais chato do que estar com alguém que se acha superior a todo o resto de nós, pobres mortais. Se fosse pra me sentir um lixo eu sairia com vilã de novela, bebê.

• Cadê aquela mulher que eu conheci? Tudo que você disse que gostava, ela está fazendo igual. Fica em cima do muro o tempo todo e parece até que não tem opinião própria. Poxa, eu me interessei por ela do jeito que ela era, e agora ela está aqui, tentando pegar o meu molde de pessoa perfeita e encarnar o papel? Acredito que quem gosta de gente perfeita é produtor de comercial de margarina. A gente se apaixona mesmo é pelas pequenas imperfeições que somos capazes de aceitar e enxergar beleza nelas. Pense bem antes de mudar por alguém, pois é muito difícil que isso dê certo.

Esses dias eu brinquei no twitter dizendo assim “Dica infalível para conquistar uma mulher: não a queira!”, e foi então que surgiu a ideia desse post, porque às vezes estamos tão interessadas em alguém e em demonstrar esse interesse que acabamos sufocando ou agindo de alguma forma que só repele o nosso objeto de desejo.

Longe de mim supor que eu entenda uma mulher. Acho que essa missão é impossível até mesmo para nós que também somos mulheres. Mas uma coisa eu posso dizer com certeza: nada conquista mais outra pessoa do que as coisas acontecerem naturalmente e com liberdade, liberdade individual, liberdade de ser quem se é, enfim.

Comece uma relação baseada em sinceridade e liberdade e as chances de errar serão mínimas. Boa Sorte! ;)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Excesso de Carência...

Excesso de carência pode se transformar em chatice!


Há quem se sinta orgulhoso em declarar: sou carente! Veja: existe uma enorme diferença entre acreditar que você está carente e se perceber como uma pessoa carente! Uma condição é temporária, circunstancial, enquanto que a outra é determinante, parte de sua personalidade!

Então, a partir de hoje, sugiro que você se disponha a, no máximo, estar e não ser carente! Alguém que está carente é porque está se percebendo sem alguma coisa e sentindo falta. Portanto, é absolutamente compreensível quando se usa o termo para expressar vontade de receber carinho, atenção e amor. Inclusive, se a expressão for feita de modo consciente, pode denotar maturidade e autoconhecimento.

Entretanto, é preciso cuidar para não cair na armadilha do excesso. A linha que separa a dose gostosa e saudável da dose perigosa e sufocante é tênue, quase imperceptível, especialmente para quem vive se sentindo assim, carente!

O fato é que excesso de carência costuma se transformar em chatice. O processo é mais ou menos assim: a pessoa começa a se sentir sem atenção, sem carinho, abandonada, rejeitada e substituída por outras pessoas ou situações. Sem saber como lidar com esses sentimentos (que são dela!), culpa o outro. Ou seja, estou assim porque fulano não me dá atenção!. Pronto! A arapuca está armada!

Os próximos passos incluem cobrança, pressão, chantagem emocional, percepção distorcida dos acontecimentos e das atitudes das pessoas, julgamentos parciais, colocar-se no papel de vítima da vida e dos egoístas, insensíveis, e por aí vai...

Convenhamos: atitudes totalmente ineficientes e desastrosas, que só servem para que o carente consiga exata e justamente aquilo que ele mais teme: afastar as pessoas que ele mais ama. Sim, claro, porque quem gosta de ser cobrado, pressionado, julgado e acusado?

Como resolver o problema? Simples, embora nem sempre fácil! Mas proponha-se a tentar, pelo menos. As chances de dar certo são grandes, posso apostar! Pense comigo: se você quer atrair um peixe para sua vara, o que faz? Vai até a beira do lado e xinga o peixe? Grita com ele dizendo que ele deveria estar ali, à margem, para que você pudesse pegá-lo? Joga pedra nele? Acusa-o de insensível por não perceber a sua fome e as suas necessidades? Creio que não!

Você usaria como isca algo de que ele gosta, não é? Parece óbvio? Então, use a mesma técnica para lidar com sua carência. Em primeiro lugar, compreenda que quem está carente é você. A responsabilidade, em princípio, é sua e não do outro. Você pode até solicitar a ajuda dele, de forma inteligente, para aplacar sua necessidade de carinho e atenção, mas o sentimento continua sendo seu!

Por isso, vasculhe dentro de si e procure as iscas que pode usar. Dicas? Que tal se comportar como uma pessoa atraente, interessante e sedutora? Que tal bom humor, compreensão, companheirismo, elogios, um presentinho talvez, mais paciência, mais sex appel, mais empatia, mais gentileza? Mas tem de ser de verdade e não fake, só para conseguir o que quer. Tem de ser seu! Tem de ser você!

Verdade seja dita: essas iscas podem não garantir que seu peixão seja fisgado, mas vai garantir sim que você não se transforme num chato-ambulante! E se não for esse o peixão da vez, mais cedo ou mais tarde, é bem provável que você termine pescando aquele que você nem imaginava que caberia no seu caminhaozinho...

Você dá demais e recebe de menos?

Vive com aquela sensação de que está sempre disponível quando precisam de você, sempre dá atenção, oferece sua ajuda, é bacana, mas... quando é você quem precisa de algo, dificilmente encontra reciprocidade?

E nos relacionamentos, então? Parece que é sempre você quem tem de ir atrás, procurar, agradar, tentar marcar algo? E fica a impressão de que se você não fizer nada, não ligar, nada vai acontecer?

Em primeiro lugar, é bom esclarecer que não existe um aparelho para medir quem faz mais numa relação. Aliás, a intenção nem deve ser esta, já que não se trata de competição e, sim, de entrega, cumplicidade, vontade! Depois, vale lembrar também que o objetivo não é igualar comportamentos ou maneiras de se envolver. Cada um tem seu jeito e se doa de um modo particular. São essas diferenças que, em geral, muito enriquecem a relação.

Em última instância, não se trata de exigir garantia de retorno ou, como se diz no popular, só fazer por interesse. No entanto, a questão é: se você vive fazendo, doando e se oferecendo para sustentar a relação, vai chegar uma hora em que essa dinâmica vai pesar. E você vai se sentir cansado, exausto, com a sensação de que está carregando sozinho o que deveria ser carregado a dois. É evidente que há um desequilíbrio aí!

Bom, este deve ser considerado um momento fantástico: aquele em que você se sente incomodado, frustrado e decide que não quer mais! Que assim não dá! É hora de mudar, fazer diferente! E preciso explicar sobre fazer diferente porque, por incrível que pareça, tem gente que deseja obter novos resultados e, ainda assim, continua tendo as mesmas atitudes de antes. Ou seja, ela mesma não muda, mas quer que os acontecimentos mudem!

Isso significa que de nada vai adiantar você ficar cobrando uma postura diferente das pessoas com quem se relaciona, seja no trabalho, com os amigos ou com a pessoa amada. Se você não está satisfeito com os resultados que vem obtendo com essas pessoas, mude você. Seja diferente você! Até porque, no final das contas, mudar a si mesmo é a única mudança possível. Ninguém muda o outro!

Um ótimo começo é ganhar consciência de seus atos, de suas escolhas e do modo como você se comporta em suas relações. Muito provavelmente, se o outro não se mexe, é porque você se mexe antes, se mexe muito, se mexe rápido demais. Se o outro está acomodado, só no venha a nós, certamente você está se precipitando e o deixando mal acostumado.

O exercício é o seguinte: a partir de agora, você vai observar seu próprio comportamento e não vai oferecer, fazer ou ajudar ninguém sem que seja solicitado. Nada de tentar ser o queridinho, o indispensável, o faz-tudo. Fique quietinho e espere ser chamado. E, ainda assim, preste atenção! Quando alguém te pedir algo, antes de dizer rapidamente que sim, claro, questione-se: você quer realmente fazer isso? Pode fazer? Tem tempo? Se houver qualquer dificuldade ou falta de vontade de sua parte, respeite-se... e diga que sente muito, mas que desta vez não vai poder ajudar.

A ideia é aprender a valorizar a si mesmo, aprender a respeitar suas vontades e, antes, aprender a reconhecê-las. É ganhar consciência de si e de seu lugar no mundo e nas relações. É perceber o quanto você é bacana e merece ser bem tratado, assim como muito bem trata quem você ama.

E lembre-se: quando sua ajuda é fácil demais, simples demais, sempre disponível, a tendência é que pareça ao outro, mesmo não sendo proposital, exatamente assim: fácil, simples e aos montes. Mais ou menos como a lei da oferta e da procura: se tem muito, é barato e, em alguns casos, até desvalorizado; se tem pouco, é caro, é valioso. Eu partiria do princípio de que você, meu caro, tem valor! E você?