segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Aprenda que

eu não poderia deixar de dizer. Que nunca, nunca devemos deixar de dizer pras pessoas o quanto as amamos. Nunca devemos deixar de abraçar alguém quando tivermos uma chance pra isso. Nunca devemos desperdiçar todo o nosso tempo com brigas imbecis. Que devemos viver o agora, não querer ficar preso no futuro, querer fazer o seu futuro. Ele tá escrito. Nós nunca sabemos quando vamos perder alguém que mudou a nossa vida, há cada minuto muitas pessoas estão indo embora, assim como tem outras chegando. A vida é uma montanha russa que nunca para, e não escolhemos onde ela deve parar. Não deixe de aproveitar a SUA montanha russa, faça dos teus dias únicos. E ame, ame como eu amei. Ame sem medo de lutar por aquela pessoa. Ninguém pode nos dizer quando estamos errados em amar alguém. Só o coração sabe o que realmente é certo para nós.

Problemas das pessoas...

A vida não para, correescorre entre nossos dedos. A todo instante escolhemos: chocolate ou creme? Dormir ou estudar? Falo ou não falo? São pequenos (porém importantíssimos) detalhes capazes de dar um novo rumo a nossas vidas.

Contudo, nem sempre prestamos atenção neles, escolhemos o que for mais fácil e prazeroso, sem nos importarmos com suas consequência. Os ponteiros do relógio vão girando, e nós empurrando, a vida com a barriga. Chega um momento em que o boomerang que foi, decide voltar, e com ele, todos nossos erros passadas.

É quando percebemos que talvez tudo que fizemos até agora não é certo, não é o melhor, mais digno, mais correto, nem sei lá! A questão é que a infelicidade (provavelmente a solidão) bate em nossa porta e o inferno toma forma de uma vida em erro.

Então, esse viver em erro é a infelicidade, a insatisfação constante, o vazio resultado da negligência para com nossas escolhas, a falsa obrigação de agradar a sociedadepaisamigosefulanos, e, principalmente, o esquecer de si mesma.

É muito comum pais obrigarem seus filhos a fazerem determinado curso, e tanto a pai estúpido está sendo egoísta, como o filho está sendo fraco, abrindo mão de sua felicidade para não ter que encarar a família. Os anos vão passar, e a profissão feita de mal grado continuará azucrinando a vida desse filho que escolheu o caminho mais fácil.

Ainda em relação a profissão, há aqueles que vem a vida para fazer festa. Não estudam, não se esforçam, não fazem nada, se deixando levar pelos estímulos consumistas e fúteis que imperam em nossa sociedade ou vítimas de pais que nunca deveriam ter parido. Todas essa inutilidade resulta em ter que escolher qualquer coisa, e eu acho que trabalhar em qualquer coisa não deve trazer muita felicidade.

Em pior situação estão aqueles que se prendem a moral e aos bons costumes. Alguns dão sorte, e nascem “normais”, porém outros gostam de usar roupas excêntricas, diferentes, e me diz: e daí? Cada um se sente feliz com um tipo de roupa, tem alguns com uma voz estranha, sem braço ou gay. E me diz: porque no mundo alguém tem que deixar de ser quem é para agradar seja quem for? Infelizmente, muitos são os que não se libertam dessas horrendas amarras, e vivem presos em corpos e costumes que não são seus.

E, para completar essa cena de terror, existe o medo da mudança, que nos prende a situações de dor e sofrimento para evitar a perda do banquinho de vítima. Todo dia, ao deitarmos a cabeça no travesseiro, prometemos mudar, parar, crescer; mas um novo dia raia, e os mesmos erros cometemos. Pois é, nos afeiçoamos aos nossos defeitos mais cruéis, e livrar-se deles parece impossível! Quem seria eu se não roesse unha? Oh céus!

Enfim, viver em erro é ir contra suas próprias crenças, desejos e espiritualidade, é viver matando, pouco a pouco, a si mesmo. Não tem a ver com dogmas da igreja ou morais da vizinha leiteira: depende de cada um saber lidar com seus próprios problemas e de todos desaprenderam a julgar.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

o amor que revela


O amor, sentimento que é vida por dentro, tijolo e cimento,
que me faz sonhar;

O amor que revela minha veia poeta, uma vida completa
e um leve chorar;

O amor sem limite, indomável e firme, que não vê na velhice
o seu fim chegar;

O amor, a ternura que nem a agrura da vida o perturba
ou consegue matar;

O amor que tem gosto da terra e do fogo, do tempo gostoso
que ficou para lá!

O amor mais sincero, tão límpido, o mais belo, que em forma de elo,
me faz encantar;

O amor sem fronteiras, não conhece barreiras, é chama e lareira,
que vem esquentar ;

O amor mais perfeito, latente e refeito, nasceu em meu peito
só para te amar !

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

assumir-se lésbica [2]


Independentemente dos seus motivos, assumir-se como lésbica perante o mundo pode ser uma decisão bastante difícil e muito solitária. Podem ver-se muitas cenas em séries de TV, ou mesmo em filmes, em que tudo acaba bem e em que tudo é bonito quando uma mulher assume o facto de ser gay, mas a realidade nem sempre é esta. Nem sempre aquele sentimento de “agora ou nunca!” é o mais correcto de seguir. Assumir-se como lésbica poderá ser feito de uma só vez ou em várias fases premeditadas.Por vezes é bom ponderar, ir preparando quem mais se ama e esperar que tudo corra pelo melhor - embora nunca se devam descurar as possíveis más reacções.

Lembre-se sempre que este processo pode ser duro, mas o que é verdadeiramente importante é ser quem é na realidade , por isso não se esqueça: orgulhe-se de si.

1.Saiba quais as suas verdadeiras motivações
Existem muitas razões erradas que pode achar que justificam o facto de se decidir assumir como lésbica; o ideal será encontrar a certa para que não cometa um grande erro sem necessidade. Vingar-se de alguém, provar a sua capacidade de chocar, tentar mudar alguém com a notícia são só alguns dos motivos pelos quais não deve assumir-se como lésbica. Examine bem os seus motivos e verifique se a verdadeira razão pela qual se deseja assumir é pelo facto de sentir que irá ser mais feliz depois de o fazer. Também nunca se assuma num ataque de fúria ou quando estiver alcoolizada, não se esqueça que depois de se assumir não poderá voltar atrás.

2.Aceite a não-aceitação dos outros
Antes de mais tem de admitir que os seus familiares ou amigos poderão não aceitar o facto de ser lésbica. Aceitar também faz parte do seu papel, assim também saberá quais os seus verdadeiros amigos e quem realmente a aceita pelo que realmente é. Saiba que irá ter de lidar com as mais diversas reacções e que por muito que espere uma reacção da parte de alguém, não quer dizer que essa reacção vá acontecer, na verdade pode sempre acontecer o oposto do esperado. Uns irão sentir-se chocados, outros incomodados, outros ainda nada surpreendidos com o facto de ser lésbica. Seja qual for a reacção dos seus familiares ou dos seus amigos esteja preparada para a receber e aceitar.

3.Dê tempo ao tempo
Se ainda é uma adolescente ou relativamente dependente dos seus pais, esta decisão poderá ter um impacto maior do que numa pessoa independente e adulta. Não se surpreenda se os seus pais tentarem ignorar o facto, ou mesmo acharem que a vão conseguir mudar. Na realidade quando estas situações ocorrem eles sentem que existe algo de errado em si por culpa deles, tentando acima de tudo negar a realidade. Poderá sentir que eles não a ouvem, mas nesse caso terá de ser paciente dando-lhes o tempo necessário esperando pela ocasião que eles tenham a capacidade de a ouvir.

4.Conte primeiro aos mais próximos
Identifique os seus familiares e amigos mais próximos que possam ser seus aliados e assuma-se perante eles em primeiro lugar; é destas pessoas que irá necessitar quando precisar de amigos em quem se apoiar. Estas pessoas independentemente da sua ligação a si - poderá ser um namorado, um sócio de trabalho, uma mãe -, deverão sempre saber em primeira mão pois não é justo que o descubram por terceiras partes, tornado algo que pode ser um pouco perturbador em algo catastrófico.

5.Assuma-se pessoalmente
Quando se assumir, faça-o pessoalmente e nunca por telefone, e-mail ou na mesa do café à frente de todos. Assumir-se como lésbica é um passo muito intimo, e não algo que se faça a meio de um snack. Dê sempre uma oportunidade a quem a ama de absorver a noticia e de reagir individualmente. Deve sempre dar a oportunidade à pessoa para lhe fazer questões e obter as suas respostas. Mostre-se disponível e aberta para responder às questões colocadas, mesmo que lhe pareçam despropositadas ou ridículas. Lembre-se que poderá ser um choque para alguém que acha que a conhece intimamente descobrir que na realidade desconhecia uma parte de si muito importante. Faça saber que o facto de se assumir como lésbica não muda quem é ou o seu amor por quem mais ama.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ajuda a quem sofre por amor.


É que há vezes na vida em que o cérebro precisa ganhar.
Há vezes em que o cérebro, cansado de ver o coração apanhar, precisa pegar as rédeas e liderar o caminho.

Quando isso chega a acontecer, a bem verdade é que o coração já está bem, bem dolorido. Já apanhou mais do que a sua cota. Já foi o mais nobre que poderia ser. Já agüentou tudo o que poderia agüentar.

Quando o coração chega no limite, o cérebro deve entrar em cena.
Sob o risco do coração se quebrar em mais pedaços do que seria possível se recuperar.
Sob o risco de permanecer para sempre um coração machucado, um coração amargurado e dolorido.

Entendam, é uma questão de auto-respeito.
É uma questão de saber dizer “Basta!”

Todo coração merece um cérebro que saiba dizer “Basta!”.
Todo cérebro merece um coração que saiba seu limite.

De que falo?
Falo de tudo.
Falo de mim e falo de você.

Falo de pais que teimam em não aceitar seus filhos.
Falo de amores impossíveis.
Falo de amores que juram amar, mas que só machucam.
Falo de você que vive sempre na terra dos sonhos e na realidade não vive nunca.
Falo de você que ainda choraminga aquele amor de há tanto, tanto tempo atrás e que usa essa dor como desculpa para não amar mais ninguém.
Falo de você que acha que não tem mais idade para se reinventar.
Falo de você que já perdeu as esperanças e não mais enxerga as cores que existem à sua volta.
Falo de você que teme tanto tudo.

A verdade é que é do caos que nasce a organização.
É da destruição que o novo surge.

E, pasmem, a destruição é necessária.
Muitas, muitas vezes é mais do que bem vinda!
É ela, essa coisa assustadora, que cria o novo.
É ela que mostra novos caminhos.
É ela que te faz ver forças que você não achava que tinha.

Campbell dizia:

“Destruição antes de criação.


As oportunidades para encontrarmos
poderes mais profundos em nós mesmos
surgem quando a vida parece mais desafiadora.”

A verdade é que somos, ou melhor, temos que ser vorazes em relação à nossa dignidade.
Temos que ser nossos maiores defensores.

Seja tudo o você puder ser.
Faça tudo o que você puder fazer.
Diga todos os sim’s que puder dizer.
Acate tudo o que puder acatar.

MAS SAIBA O SEU LIMITE!


ESCUTE O SEU CÉREBRO QUANDO ELE DISSER “BASTA!”

Aí está o seu auto-respeito.
Aí está a sua dignidade.
O seu crescer.
O seu novo começo.

Meu querido Campbell continua com suas verdades:

“É com a descida ao abismo que
resgatamos os tesouros da vida.


Onde você tropeçar, lá estará seu tesouro.


A própria caverna na qual você tem medo de entrar,
acaba sendo a fonte do que você procura.”

Você sobrevive.

Será difícil.
Será incrivelmente dolorido.
Mas você achará formas de sobreviver.

E, mais do isso, sairá daquele escuro muito mais bonito do que entrou!
Sairá de lá muito mais forte.
Muito mais capaz de ver tudo o mais que existe na vida.

E aquelas próprias pessoas que te machucaram, que te pisaram, que doeram e que nem por um momento viram a sua dor no meio de tudo, aquelas próprias pessoas olharão para você e se admirarão com a sua fortaleza.

E verão o que antes não eram capazes de ver: a verdadeira cor de sua beleza.

Mas entenda, é preciso que você se defenda para que isso aconteça.
É preciso que você, mais do que ninguém, saiba se respeitar e se dar valor.
A vida dá sim a mão a quem dá a mão a ela.

E para aqueles que, como eu, acreditam em algum tipo de Ser Superior, vou mais uma vez com o que o Campbell diz:

“Descobri que basta dar um passo na direção dos deuses que eles darão dez passos em sua direção.”

A vida é cheia de momentos dramáticos.
Momentos que às vezes são tão insensatos, tão irracionais e surreais que não acreditamos que estão acontecendo conosco.

Mas são nesses momentos que precisamos levantar a nossa própria bandeira.
São nesses momentos que precisamos fincar pé em nossa própria terra, a terra do ser-se, e brigarmos por nossa pessoa com todas as armas que tivermos.

São esses momentos os momentos do “Basta!”.
São momentos em que devemos ser por nós e por mais ninguém.


Acredite: se você não se defender, há pessoas que jamais pararão de lhe atacar.

Essas pessoas estão apenas preocupadas com seus próprios sonhos e desejos e vontades.

Elas são cegas para que o VOCÊ sonha ou deseja.
Elas são incapazes de enxergar e respeitar a SUA vontade.

E se você não souber o seu limite, se você não ouvir o seu “Basta!”, você jamais viverá a vida que nasceu para viver.

Você jamais sorrirá todos os sorrisos que pode sorrir.

Por quê?

Bem, deixo isso com a Clarice Lispector:

"O que é verdadeiramente imoral
é ter desistido de si mesmo."

Decida ser imperfeita.


Eu sei que você sente isso: que nunca estão satisfeitos! Que sempre querem mais!

Se você é toda perfeitinha, toda séria, toda responsável, isso ainda não é o bastante.

E olhe lá se você cometer a grande falta de sair da linha! E ai de você se você der argumentos para que falem de você, para manchar a perfeita imagem que você construiu!

Acontece que às vezes, querida, nós mesmas armamos as nossas armadilhas.


Nós mesmas dizemos “sim” e “amém” a todos os rótulos e expectativas que os outros têm sobre nós.

É difícil e extenuante ser sempre perfeita justamente porque ninguém foi feito para ser assim!

A questão é que é fácil cair nessas armadilhas sociais: quando menos esperamos, lá estamos nós: reféns da expectativa dos outros.

Reféns da noção que os outros têm sobre nós.

Reféns do medo de perder o já conquistado.

Vou chamar o mestre Campbell ao nosso auxílio:

“É simples e básico. Tire de seu sistema idéias que causam pressão e você descobrirá, como a bola da roleta, onde vai cair.


A bola da roleta não diz: ‘Bem, as pessoas não vão pensar mal de mim se eu cair naquele lugar.’


Aceite o que aparece e esteja onde lhe apraz.


O que conta é estar no lugar que você sente que é o seu.


O que as pessoas pensam, é problema delas.”

E é aí, na verdade, que está a nossa maior conquista.

De que adianta ser tudo o que querem que você seja e não poder ter a liberdade de entregar-se ao momento?


Que medo é esse que temos de desconstruir o que foi construído?

Será que o que você construiu é tão frágil assim?

Será que quem você é assim tão limitado e fixo que você não pode “pisar fora” desse círculo?

Se tudo o que você é, é o que você já tem, então para que o amanhã?
Para que todas as horas de vida que ainda lhe serão dadas?

Não: não podemos deixar que nos coloquem um gesso e que só nos deixem crescer até ali.

Clarice Lispector dizia que o espaço mais profundo é o espelho.
Justamente porque ali está refletida você.

Qual a sua profundidade?
Você se deixará ser tão rasa quanto querem que você seja?

Caminhará sempre pelos passos que querem que você caminhe?

Campbell diz:

"No momento em que você age, você é imperfeito: decidiu agir dessa forma e não daquela.


Por isso, decida ser imperfeito, entre em acordo com isso, e siga em frente.


Se você disser ‘não’ a um pequeno detalhe de sua vida, você terá desfeito tudo.”

Você NÃO é perfeita!
Mais do que isso: você NÃO PRECISA ser perfeita!
Ao se subjugar a esse aparente rótulo de perfeição, você estará caindo na armadilha de ser quem os outros querem que você seja.

E andar nos passos dos outros significa uma coisa e uma coisa apenas: significa que você não está andando nos seus passos.

Não aceite limitar-se tanto assim.
Para aproveitar todas as possibilidades da vida, você tem que estar livre para mergulhar nelas.

Entenda: somos nós quem muitas vezes aceitamos vestir a âncora que nos oferecem.

Decida ser imperfeita.


É aí, justamente aí, que reside a maior beleza e o maior tesouro de se ser humano.

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“Somos quem podemos ser
Sonhos que podemos ter”


ENGENHEIROS DO HAVAÍ
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Esses caminhos por onde andao nossos pés

Inspiração.

Lembra de quando você era pequena e era tão, tão fácil algo te interessar?

Algo te entreter por horas e horas seguidas?

Às vezes tenho a impressão de que vamos deixando “pedacinhos de nós mesmas” ao longo do caminho, ao longo do crescer.

Achamos que para aprendermos todas as coisas novas que precisamos aprender, temos que também desaprender as coisas que já tínhamos aprendido.

E aí desaprendemos a nos entreter.
Desaprendemos a nos interessar.
Desaprendemos a acreditar.
Desaprendemos a nos inspirar...

Desaprendemos a seguir aquele impulso, aquela vontade, aquelas pequenas coisas que foram, durante tanto tempo, responsáveis por muitos dos sorrisos mais puros que tivemos em nosso crescer.

É como se fôssemos nos permitindo a perder a ternura que antes tínhamos.

E a ternura, veja bem, é um tipo de óculos colorido: ela te permite ver o além das coisas.

A dor, olha que mágico, se fantasia de um vilão passageiro que logo, logo, irá embora.

O caos, ora, o caos é apenas a casa em dia de arrumação.
O tempo passará e ela estará muito mais bem organizada do que o que era antes.

A angústia é nada mais do que aquela vontade que o sonho bom comece logo.
É aquele momento de cansaço, logo antes de você dizer adeus ao ontem e dar boas vindas ao amanhã.

A indecisão é a dúvida entre o ‘sim’ e o ‘não’.
É mensagem de você para você mesma: é o coração dizendo que você não está pronta para essa decisão.

O futuro, veja bem, é o hoje já grandinho, já crescido.
O futuro é a construção do hoje: é a conseqüência do agora.

E aí, nesse ponto, fica a importância dos caminhos dos teus pés.
Eles guardam segundos mágicos que te fazem ansiosa pelo próximo minuto?
Eles guardam os sonhos mais lindos de um amanhã mais colorido que o hoje?
Estão cheios de aventuras e desafios que te levarão a novos caminhos e a novos planos?

Sabe, a gente nunca chega a ficar ‘gente grande’.

Se somos espertas, se sabemos o que é bom, a gente se intitula “uma eterna criança aprendiz” e ponto.

Porque nunca estaremos prontas.
Seremos sempre algo inacabado.

Isso é fácil de ser entendido: vivemos "em processo de".
Vivemos das várias versões de nós mesmas (que vêm junto com o tempo).

Mas não, não podemos abrir mão de certas partes de nós mesmas.

Não podemos esquecer as coisas bobas e pequenas porque são elas que trazem, numa lembrança de repente, um sorriso ao nosso rosto.

Não podemos não saber o que nos traz inspiração.
O que nos faz olhar o mundo com a maior de todas as sobriedades: o entendimento de que o hoje, ruim ou bom, passa.

E o amanhã chega.
Trazendo coisas novas e coisas velhas dentro de si.

Sim, largamos coisas pelo caminho.
Mas que sejam as coisas ruins que sejam largadas.
Que deixemos para trás aquele coração partido, aquele amor não correspondido, aquelas palavras que feriram tanto, aquele abandono que tanto machucou.

Que deixemos pelo meio do caminho não as pessoas que não conseguiram ser o que precisávamos que elas fossem, mas a lembrança sempre doída desse ato delas.

A verdade é que somos, todos nós, crianças.
Estamos, todos nós, ainda aprendendo.

Uns aprendem mais e mais rápido.
Outros aprendem menos e mais devagar.

Mas a lição que deve ser sempre estudada é uma e uma apenas: o que te faz sorrir?

Deve ser o teu sorriso que deve guiar os teus passos, as tuas escolhas.

Lembre-se: a vida curta.
E viver é muito perigoso: perder-se é mais fácil que achar-se.

E se não tivermos cuidado, acabamos por viver uma vida que não é nossa.
Acabamos por adicionar anos, ao invés de adicionar tempo vivido.

A vida é assim: um passo, outro passo, outro passo, outro passo...

E isso é bom: senão você acordaria um dia e cinco, dez anos da tua vida teriam passado.

Mas, ao mesmo tempo, isso é muito perigoso: cada passo teu arruma um pouco o teu amanhã.

E aí está a moral da história: a vida, querida, é construída.

Tijolo por tijolo.
Passo por passo.
Escolha por escolha.

Então, presta atenção, está bem?

O que te traz inspiração?


Segue isso.
Escuta isso.
Agarra isso.


O teu amanhã é decidido hoje.
Por isso é que viver é muito perigoso.

sábado, 11 de setembro de 2010

Para os pais e mães de filhas homossexuais




O processo de sair do armário varia muito para cada pessoa. A menina que é butch, muitas vezes, sofre muito mais discriminação que outras lésbicas que podem passar por heterossexuais em diversas situações. Para a família seria bem mais confortável se a filha escondesse sua homossexualidade quando fosse conveniente. Muitos pais não conseguem entender porque a filha não gosta de usar vestidos, maquiagem e não possui a tal vaidade feminina. Outros, até aceitam a orientação sexual, mas envergonham-se da aparência da filha. Infelizmente, muitos acham que é algum tipo de trauma ou problema psicológico que a filha passou para negar sua feminilidade.

Ser butch significa andar com as portas do armário constantemente abertas e por isso o apoio e o amor dos pais é fundamental. A aparência masculina incomoda aos mais preconceituosos. É como se estivéssemos andando na contramão de alguma lei que dita o que é ser uma mulher.

Os pais raramente entenderão como é sentir o que sentimos, mas o amor não exige explicação para acontecer. É preciso muita paciência e amor, para tornar a convivência com os familiares cada vez mais natural e agradável. Nada acontece por acaso e nascemos nessas famílias por alguma razão. Cabe a cada um tirar a lição que lhes foi destinada e crescer.

Algumas atitudes podem facilitar o entendimento dos pais:

- Ter naturalidade em tudo que se faz, seja em um passeio com a família, em um jantar, em uma visita;

- Conversar muito, tirar as dúvidas dos pais quando surgirem, sem medos, sem constrangimentos e saber que eles não nasceram com um manual de como criar uma filha lésbica;

- Ir sempre atrás dos seus sonhos, mostrar que sabe o que quer, que é capaz de dar conta das consequências e mostrar o quanto é feliz em poder compartilhar tudo com eles;

- Mostrar que há amigos que aceitam numa boa, que há mais gente como você e que também são pessoas de boa índole e de ótimo caráter;

- Compreender que para eles não é fácil também, que só o tempo poderá lapidar algumas arestas e que você não nasceu para realizar o sonho deles;

Pais compreensivos aprenderão muito com filhos homossexuais. Não há lição de vida maior do que acabar com nossos próprios preconceitos inúteis. Infelizmente alguns pais não sabem ainda como lidar com a sexualidade de seus filhos, impondo uma normalidade que foi criada para diversas finalidades que não convém citar aqui, mas que só atrasam a evolução de todos. Pais que levam seus filhos gays para lugares onde há prostituição, para aprenderem a gostar de mulheres, pais que proibem suas filhas de sairem com suas namoradas, pais que tentam “tratar” seus filhos em profissionais duvidosos ou em igrejas que mais espalham preconceito do que amor.

Nossa mente e nosso coração são como paraquedas, que só nos salvarão se estiverem abertos. A ignorância é um veneno que acaba com algo chamado felicidade. Abram os olhos, a mente e, principalmente, o coração. Questionem tudo aquilo que foi imposto como “normal” e recriem sempre a sua própria realidade. Não somos melhores e nem piores que ninguém. Somos aquilo que sentimos e pensamos aqui e agora. Então, elevem sempre seus pensamentos e sentimentos, estude, informe-se sempre, não deixe que a ignorância de outras pessoas trave a sua vida. Alimente sua alma somente com o que faz bem, isto é, conhecimento, atitude, sabedoria, tudo voltado para o bem e passe adiante.

Para os pais de filhas homossexuais:

O que vale mais para vocês? O que os outros pensarão de sua família ou o quanto vocês são felizes e unidos de verdade?

Saibam que vocês não tem o poder de moldar o espírito e as vontades dos seus filhos e filhas. A educação que recebemos não determina a nossa orientação sexual, com a exceção dos casos extremos e patológicos, que não vem ao caso agora.

Façam dessa experiência a melhor possível para todos vocês. Reaprendam a amar sem fronteiras, sem verniz, sem vergonha de ser feliz.

Dentro ou fora do armario ?

A proteção que sufoca

Ficar dentro de um armário significa não sofrer diretamente com a discriminação, isto é, ninguém vai olhar torto para você, negar emprego ou fazer comentários desagradáveis pela sua orientação sexual, mas o preço que se paga é muito alto.

No armário as traças acabam com seus sonhos, corroem o que há de mais belo na vida – a liberdade. Lá dentro ninguém pode ver você. O armário pode ser lindo, admirado, confortável, protetor, mas só por um tempo. Logo ele perde a graça, limita seus movimentos, e o ar fica viciado. E a regra é clara: se você não tiver seus próprios sonhos e correr atrás deles, outros irão sonhar e batalhar por você – Um lindo casamento com alguém do sexo oposto, muitos filhos, a profissão mais rentável, uma vida completamente cômoda e previsível.

Pais conservadores podem influenciar muito na decisão por ficar dentro, principalmente se a pessoa ainda depender deles financeiramente ou emocionalmente. Batalhe por sua independência, corra atrás do que gosta de fazer, consiga um emprego que pague as suas contas e declare sua liberdade. Não caia nas armadilhas sentimentais que as mães sabem construir tão bem. A vida é sua e você não é a continuação do que ela gostaria de ser e não foi. Seus pais tiveram a chance de construir a vida deles do jeito que acharam melhor, agora é a SUA vez. Não tente mudar a vida dos outros e não deixe que interfiram nos seus sonhos. O amor verdadeiro liberta, não tenta moldar ninguém de acordo com religião, crenças, cultura, costumes ou rentabilidade.

Pessoas que fogem do “comum” costumam causar um certo desconforto a quem está acostumado a seguir várias regras sociais e comportamentais desde que nasceram. Existe uma egrégora de medo da extinção da humanidade, ou algo parecido, que faz as pessoas pensarem que qualquer coisa que saia dessas regras é sinal de que o final dos tempos está próximo. Tem gente que ouve até as trombetas do apocalipse soarem. É mais fácil o mundo acabar do que transformarem seus conceitos, tentarem mudar algo em seu modo de ver a vida. A maioria não questiona o passado, não quer saber quem ditou essas regras, não consegue ler nas entrelinhas de escritos sagrados. Engoliram a vida que lhes foi empurrada e agora exigem que outros façam o mesmo.

Tive a sorte de ter pais compreensíveis, mas minha saída do armário aconteceria de qualquer forma, eles aceitando ou não. Pais que não toleram filhos homossexuais não merecem ser pais. Não merecem a alegria de se desfazerem dessa doença chamada preconceito. Pais assim não sabem a bênção que estão desperdiçando.

Estar fora do armário significa ter maiores chances de encontrar um grande amor e vivê-lo plenamente, sem envergonhar-se de algo que não prejudica a ninguém, de um amor que só fere conceitos antiquados de família e normalidade e que só serve para nos limitar e nos controlar. É mais fácil ensinar aos filhos velhos valores de sociedade do que dar exemplos do que é ser amado e amar, respeitar e ser respeitado, ser livre sem ferir ao próximo, a lutar pelos seus ideais, mesmo que isso signifique não ter segurança alguma e que a vida foi feita para viver e ser feliz e não para nascer, trabalhar, comer, dormir, fazer filhos iguais a eles, envelhecer acumulando dinheiro e morrer sem levar nada disso.

Uma pessoa realizada, que faz o que tem vontade, que é livre e feliz, nunca vai desejar prender ou moldar alguém ou ainda impor o caminho que acham ser o melhor. O amor não tem contra-indicação e nem efeitos adversos – só faz bem.

Aqui fora o ar é fresco e se alguém não gostar da vida que eu levo – ué, o problema não é meu.

sábado, 14 de agosto de 2010

que o outro(a)

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais.

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta.

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor.

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso.

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes.

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais.

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida.

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize.

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire.

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso.

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

Mudar


Mudar é preciso, mas é fácil?

Todas nós passamos por problemas durante a vida, problemas estes que são responsáveis pelo nosso crescimento interior. Sabemos que nossos erros são importantes para o aprendizado. Sabemos de muita coisa e em algumas auto avaliações durante a vida, chegamos a conclusão que precisamos mudar.

Nossos defeitos precisam virar qualidades, nossos vícios antigos desaparecerem e em momentos mais complicados, até os que nos cercam precisam ser podados.

Crescer dói, mudar é difícil, demorado, mas o resultado sempre é positivo. Lembro que em muitas das minhas meditações eu imaginava uma mulher gigantesca, a Justiça, que sem hesitar, com seu martelo gigante quebrava meus medos e meus defeitos em pequenos pedaços. Era uma forma fantasiosa de iniciar uma mudança interior, ajudava principalmente a reconhecer o que precisava ser mudado.

Reabilitação, tanto da alma quanto do corpo nunca é fácil. Usuários de drogas passam pela abstinência física, mas e quando nós queremos mudar algo íntimo, como por exemplo, um sentimento?Abstinência também, eu acredito. O que mais são nossos velhos hábitos e sentimentos negativos além de vícios que nos levam a dependência de algo que só nos faz mal? Nossos defeitos são nossas drogas secretas.

Se policiar não é fácil, aqui entram nossos amigos, familiares, nos empurrando pra frente e dando aquele bom puxão de orelha diante de uma escorregada. Eu poderia fazer uma lista de defeitos e sentimentos que quero mudar em mim, mentalmente ela está feita. Acredito que deixar de fazer, sentir, ou agir de alguma forma – já tão habitual – é sim um vício.
Muitas vezes mudamos por alguém. Sua namorada não gosta que você fume, você decide parar. Quando perguntam você responde que ela pediu para você parar e você “obedeceu”. Na realidade você decidiu parar por si mesma e o que ela fez foi simplesmente te apoiar. Precisamos de apoio e muito. Além do apoio precisamos de confiança, ninguém gosta de viver cercado de pessoas desconfiadas sobre sua capacidade de melhorar.
Por isso, se você já fez a sua avaliação interna, decidiu que precisa mudar os pontos negativos, ótimo! Primeiro passo já foi dado, primeiro e mais difícil. Agora, mãos a obra! Converse com as pessoas que te amam e exponha isso, com certeza irão apoiar você em cada um dos próximos passos. Não deixe em momento nenhum sua guarda baixar, lembre-se sempre que pensar em fraquejar nos problemas que você passou por conta deste vício/defeito/sentimento. Você já é uma vencedora. Agora pegue essa caixa velha e cheia de problemas, jogue fora e viva da melhor forma possível, em seu nome, não pelos outros.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Assumir-se Lésbica


O que fazer

Existem duas hipóteses: assumir-se ou não. A opção é inteiramente sua. Não se assumir implica certas decisões e assumir-se implica outras. Não se assumir implica uma vida cheia de segredos. O stress que existe quando se tem de esconder algo com medo que alguém venha a descobrir, pode ser algo muito pesado para conseguir levar a cabo durante uma vida. Na realidade, mais tarde ou mais cedo alguém irá descobrir e quando isso acontecer será bem mais desastroso do que optar por se assumir.
Quando contar

No entanto não tem de ir a correr gritar a todos que conhece “sou lésbica”. Esta decisão deve ser uma decisão ponderada, e antes de a tomar deve questionar-se acerca das consequências que ela implica. A decisão pode ser sempre adiada para um momento que considere mais oportuno, e mais favorável à sua vida. Tudo depende da sua situação financeira e profissional: se ainda depende financeiramente dos seus pais, e souber de antemão que eles são homofóbicos assumidos, talvez seja melhor adiar a decisão.

Se já é financeiramente independente e a sua vida profissional só a si lhe diz respeito a única coisa que pode perder são os seus amigos e familiares. Mas por vezes mais vale perder alguém que não nos aceita como realmente somos, do que viver uma mentira.
Com quem falar

Procure experiências semelhantes à sua, converse com outras mulheres que passaram pelo mesmo processo. Contacte uma associação gay perto de si e procure conversar com pessoas que a podem ajudar nesta caminhada. Já muitas mulheres passaram pelo mesmo processo – conhecê-las é conhecer-se a si própria.

Ser Lésbica é uma escolha ?


Ainda ninguém sabe ao certo porque é que uma mulher é lésbica, um homem gay, ou bissexual. O que se sabe é que a homossexualidade existe desde que se conhece a história humana, e não só no homem, mas entre outros animais na natureza, podendo dizer-se que é simplesmente natural.

A maioria das mulheres lésbicas, ou homens gays, dirão que ser homossexual não é uma escolha. Ao certo não se sabe, mas a maioria dos cientistas crê que a homossexualidade não é simplesmente uma escolha, e que a biologia pode ter um papel fundamental. Isto significa que muitas pessoas podem nascer com a sua orientação sexual definida, ou que essa orientação sexual é definida numa tenra idade.

Nas últimas décadas, cientistas tentaram estudar até onde uma orientação sexual pode nascer: se já nasce connosco, ou nasce depois, mais tarde na vida? Alguns estudos feitos nos anos 90, essencialmente em homens, sugeriam que a sexualidade era inata. Foram ligados marcadores DNA à região Xq28 do cromossoma X , a homens homossexuais. Mas outros estudos subsequentes falharam a replicar este resultado, deixando um resultado que informava que a homossexualidade tem múltiplas causas, incluindo factores ambientais, cognitivas e biológicas.

Mas será de facto uma escolha?

Alguns estudos concluíram que a sexualidade feminina é mais ambivalente que a masculina. Claro que algumas pessoas podem afirmar que é uma escolha, e até algumas mulheres lésbicas poderão dizer que até um certo ponto, é uma escolha. Outras mulheres acreditam que nasceram lésbicas. Na realidade nada se pode comprovar a 100%, e até um certo ponto, tudo varia de mulher para mulher.

Hoje em dia existe uma nova linha de pesquisas, especialmente na linha da sexualidade feminina. Desde 1948, quando o famoso Alfred Kinsey introduziu a sua famosa escala de 6 pontos, em que o 0 (zero) significa completamente heterossexual e o 6 completamente homossexual, com o 3 a significar bissexual; a verdade é que a maioria das mulheres caía no 3, ou seja bissexual.

A nova frase usada hoje em dia devido a novos estudos acerca da sexualidade feminina é a “fluidez sexual”. Foram feitas experiências na Universidade de Northwestern nos EUA, e as mulheres que participaram na experiência, ficaram sexualmente excitadas, quando visualizavam quer filmes heterossexuais, quer filmes lésbicos, todos de carácter erótico. Conclui-se que o desejo sexual das mulheres é menos rígido e menos virado para um género sexual, comparativamente aos homens.

Isto não significa que todas as mulheres sejam bissexuais. A “fluidez sexual” representa a capacidade de responder de forma erótica a distintas situações que envolvem pessoas de géneros distintos. Isto não é simplesmente algo controlável, são respostas inatas a situações ou pessoas quando visualizadas.

Conclui-se também que as mulheres são mais atraídas pela pessoa do que pelo género – características como humor, generosidade, inteligência, podem ser valorizadas em homens e mulheres, podendo existir ligação emocional com qualquer um deles, mudando a sua orientação sexual em função desta ligação emocional.

Quer pense que ser lésbica é uma escolha ou não, a verdade é que existe uma escolha: agir de acordo com o seu coração ou não. Pode escolher esconder os seus impulsos e desejos, mas isso não significa que não seja homossexual, bissexual ou heterossexual, só significa que não está a ser sincera consigo própria.

O que se pode concluir a respeito da questão que ser lésbica é uma escolha ou não, é que não se escolhe quem se ama. Seja qual for o género pelo qual nos apaixonamos, somos todos humanos, independentemente de nos considerarmos heterossexuais, homossexuais, bissexuais…, o que interessa é sermos felizes com que amamos.

A verdade é que as pessoas que são verdadeiras consigo mesmas, são mais felizes. Aceitar a orientação sexual, seja ela qual for, mais lésbica, menos lésbica, seja o que for que sinta, a melhor forma de viver a vida, é aceitar-se, só desta forma será feliz.

terça-feira, 29 de junho de 2010

diferentes


Diferentes formas, diferente caminho...
Em cada céu uma cor, em cada flor um espinho.
Em cada mel um sabor, em cada fruta um gostinho!
No sopro leve do vento uma saudade...
Um calor tangível.
Igualdade!

Diferentes destinos, diferente caminhar...
Em cada queda uma dor, em cada passo um lugar.
Em cada obra uma arte, em cada parte um olhar!
No tom suave da canção uma saudade...
Um doce sabor.
A liberdade!

Diferentes manhas, diferente anoitecer...
Em cada noite uma estrela, em cada dia um nascer...
Em cada música uma nota, em cada rota um crescer!
Na calmaria da tarde uma saudade...
Sentimento incrível é a amizade!

é um dia daqueles

Não sei por que, mas hoje é um dia daqueles.

Um dia daqueles que dá vontade de ouvir musica bonitinha, dessas que falam de amor. “Hoje eu preciso te encontrar de qualquer jeito nem que seja só pra te levar pra casa”.

Ao invés do rock que toca no meu fone.

Tudo bem! Podem rir por eu ser romântica às vezes. Nem ligo! Eu gosto de dar carinho e foda-se quem não gosta (ui). Mas é a real. Carinho é bom e todo mundo gosta. Quem não gosta é louco. Vai dizer? Pouco bom ficar no colinho de alguém que você gosta ganhando um cafuné e uns beijos. Hem? Hem?

Hoje é um dia daqueles que eu queria ficar no quentinho, bem juntinha de alguém especial. Naquele calor gostoso de dois que viram um só. “No calor da hora, meu bem você disse que não”. Debaixo das cobertas, sentindo pele na pele (adoroo).

Hoje é um dia daqueles que eu queria dormir de conchinha, sem precisar fazer nada (meio difícil rs) apenas ficar curtindo o momento e acordar mais cedo só pra levar café na cama.

É! Eu gosto de agradar quem me faz bem. Não que eu seja uma boba iludida com o amor, mas é que eu gosto de ter alguém mesmo sabendo que isso me deixa vulnerável a levar umas lambadas da vida. Acontece! Eu to aqui nesse mundão de Deus pra viver e aprender. Pra sentir, pra querer, pra errar, pra acertar, pra cair, levantar, amar, deixar de amar e amar novamente.

Seja como for... Não importa! Hoje eu to com vontade de ter alguém pra esquentar meu pé na hora de dormir, só pra eu não precisar dormir de meia. Alguém que quando acordar me beije na nuca só pra dar aquele arrepio gostoso que me faz lembrar “que bom que você está aqui”... (quase senti o arrepio só em imaginar...rs)

Acho que é por que o sol apareceu. O sol me deixa bem!

“Quero um amor maior, amor maior que eu”.

Ufa! Eu realmente estava ficando entediada com tanta chuva. “Por favor, chuva ruim não molhe mais o meu amor assim”.
Estamos praticamente no inverno ! , friuzinho é bom , por um lado ate melhor que o calor.. , bom não vou explicar meus motivos.

Mas, fico pensando em algo do tipo: eu + companhia = duas... Tomando um vinho ou qualquer outra bebida quente acompanhada de uma janta preparada por mim.

Ou então pipoca, chocolate e filme. “Na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê”.

Juro que eu adoraria se existisse um método de tele-transporte pra me levar onde eu quisesse. Ok! Eu sei, não existe!

“Quero te encontrar, você pra mim é tudo minha terra, meu céu, meu mar”
Não sei, mas hoje é um dia daqueles que fico pensando em coisas bobas, tão bobas como apenas ficar de mãos dadas no sofá da sala. “E quando eu estiver triste simplesmente me abrace, quando eu estiver louco subitamente se afaste e quando eu estiver fogo suavemente se encaixe”.

Hoje é um dia daqueles que dá vontade de apertar alguém bem forte só para a pessoa sentir meu sentimento sem eu precisar dizer nada. E soltar um olhar 43 daquele assim meio de lado que diz “te quero vem logo”.

“Eu gosto de você e gosto de ficar com você, meu riso é tão feliz contigo”
E começar com um carinho de leve, beijos suaves (alternando para beijos intensos), toques suaves misturados com toques fortes, até que dois sejam um só... Enquanto no rádio toca aquela “música brega” que fala de amor.

Realistas de mais

- Felicidade não vem dos outros. Vem de Você. Só Você tem o dom de transformar sua vida. Se está esperando outras pessoas mudarem, fazerem ou trabalharem para sua felicidade, vai esperar eternamente, porque felicidade é obra somente sua.
Tudo que é valioso vem de dentro. A pérola está dentro da concha. O ouro está guardado dentro da terra ou dentro da água. O valor do livro está dentro das páginas. O tesouro está protegido dentro do cofre. Por que o reino do céu está fora? Fora de nós? O reino do céu está dentro de nós.
Buscamos sermos felizes por fora. Queremos aquela carreira profissional. Queremos aquele homem ou aquela mulher. Desejamos possuir um belo físico. Almejamos o carro do ano, o mais moderno do que o dos amigos. Queremos a roupa mais vistosa e, se possível, com marca famosa. Fazemos de tudo para sermos o mais popular entre os amigos ... Buscamos a felicidade por fora de nós. Por isso somos tão infelizes. Ninguém pode fazer o outro feliz. Só ele mesmo.
Não faça promessas impossíveis do tipo: benzinho farei você muito feliz! É muita responsabilidade. Podemos compartilhar felicidade com outra pessoa e não trabalhar dentro dela porque isso é obra individual. Nem Deus mexe com o interior do homem. Cada criatura é um universo único.
Não queira ser igual ao outro. Não queira copiar o outro, o que ele veste, o que ele faz ou o que ele fala. Seja Você mesmo. Não copie.
Não se prenda com as opiniões dos outros. Se Você acha que é assim diga "eu acho assim". Não se preocupe com as opiniões de fora, se preocupe com a sua opinião - de dentro de Você.
Claro que se fizer algo errado ou que ofenda ou machuque, procure se corrigir. Há leis que temos que respeitar, leis humanas e divinas. Seja sincero, se não quer ou não gosta de algo, diga: "não gosto". E se ouvir algo que não gostou, não se sinta infeliz. Não ligue. Não ligar é não se deixar ofender, magoar. Não é o outro que fez Você se magoar, é Você que se deixou magoar ou ofender. Você é que escolhe o que vai sentir e não a outra pessoa. Os outros não mexem em nosso sentimento, só nós. Eles estão fora, nós estamos dentro. Não se envergonhe daquilo que sentiu. Sentir é humano. Só as pedras não sentem raiva, orgulho, vaidade, amor, alegria ... Procure conhecer o grau dos seus sentimentos e assim, seja senhor deles, e não escravo. Não reprima aquele sentimento que o faz se envergonhar. Eduque-o. Reprimir um sentimento é reprimir todos. Repressão traz doenças na alma.
Assuma seus erros e se perdoe. O erro leva-nos ao acerto e o acerto nos leva à ascensão.
Outra coisa importante é sobre o apego. Não nos apeguemos às coisas, às pessoas ou situações. Um dia as coisas serão transferidas para outros "donos", as pessoas partirão e as situações se modificarão. Nada está parado no Universo. Os que param, estacionam. Mudança é progresso. As pessoas nascem sozinhas, morrem sozinhas e sozinhas viajam pela eternidade. Não fique na dependência do outro, deixe o outro livre para crescer também. Cada viajante carrega a sua própria mala e esta mala se chama experiência. A experiência é individual.
Não fique preso às coisas de fora. Ouçamos a voz que chama e ela está no nosso universo interno. Essa voz está nos convocando para entrar dentro de nós e nos pergunta: quem somos? Temos que saber a resposta.
Ligue-se consigo antes de se ligar às outras pessoas. A solidão que está reinando em toda humanidade nos dias atuais veio, justamente, para facilitar esse conhecimento. Quando estamos em lua de mel com nossos amores, amigos e família, não temos tempo para entrar no nosso reino do céu. O tempo urge e a urgência do auto-conhecimento do homem é para fazê-lo
Nascer. O nascimento é de dentro para fora. Conhece-te a ti mesmo. Quem és, de onde vens e para onde vais?

quarta-feira, 9 de junho de 2010

sonho amado

Amo-te tanto que nem sei,
Ao menos o que falar,
Pois tudo o que eu mais pensei...
Foi em viver pra te amar.

Sinto meu peito apertar,
Quando estou distante de ti,
Chego até mesmo a chorar...
Quando tu não estás aqui.

Porém quando estás perto,
Meu ser flutua de emoção,
Meu futuro parece certo...
Se encaixando ao meu destino então.

Seu olhar é o mais belo,
Que eu já pude contemplar,
Pois você é o que eu mais quero...
Viver pra te amar.

Vivendo então a te amar,
Sei que viverei feliz,
Pois vivendo, vou estar:
O sonho que sempre quis.

Do triste labor da vida,
Não me lembrarei jamais,
Desta vida tão sofrida...
Que não me dá um pouco de paz.

E quando deste lindo sonho,
Eu então acordar,
E ver que era realidade...
Ver você me ama...

O que o drama faz a pessoa

Ninguém sabe o que se passa na minha cabeça,
muito menos no meu coraçao
Nao sabem de nada
Nao tem a minina noçao

Fico aguniada só de pensar
Ficar perto de mim nao é seguro
Façam me calar,
E deixem meu coraçao livre, puro

Nao me deixe sofrer
Nao me deixe por dentro sangrar
Cada lagrima, uma vida
Cada vida que nao fora vivida
Vivida apenas no escuro,
Na solidao q me cerca
Que sempre me convence, que nunca estou certa

Pegue aquela faca,
Aquela de ponta bem aguda
Nao tenha medo de me ferir
Pode fazer uma ferida bem profunda
Pode mi matar quantas vezes tiver vontade
Porque por dentro ja estou morta, tentando disfarçar a realidade

Cada palavra que aqui escrevo,
Assino com uma lagrima minha
Melhor eu ja ir finalizando,
Nao tera o suficiente pra toda poesia

Nao sei nem porque ainda estou aqui
Quero ir embora, partir, sumir!
Quero parar com todo esse sofrimento
Nao aguento mais tanto entristecimento!

Me leve daqui
Leve-me pra onde eu sempre quis
Onde eu me sinta em casa,
Onde nao tenha que sempre sorrir
Leve-me pra perto de quem a mim se assemelha
Os que nao possuem aureolas, e sim asas negras

Procuro alguem que queira comprar uma alma,
Uma alma estranha e sombria
Que vaga sem um destino, sem um corpo
E apenas com uma mente vazia...

seguindo em frente

Se a desilusão atingir sua alma,
Devastando seus sonhos e ofuscando novas possibilidades.
Pense na infinidade de caminhos que podem se abrir para você em apenas um dia, uma hora, um minuto...
Se a frustração acariciar friamente sua face,
Fazendo você cair diante dos obstáculos,
Olhe para trás e veja o quanto você já caminhou
E o quanto cresceu colhendo em cada trilha amigos sinceros, amores, experiências inesquecíveis...
Se as palavras de insulto e humilhação agredirem a sua integridade,
Lembre-se de que elas são frutos putrefatos da maldade e da inveja,
Vire-se e continue a caminhar sem dar ouvidos aos fracos de alma que as pronunciam:
Um dia eles entenderão porque são completamente sós...
Se a preocupação com os encargos do dia-a-dia tomar sua mente e enfraquecer o seu corpo,
Despertando o nervosismo e o estresse,
Olhe o horizonte e tente descobrir as saídas
Para os problemas ao invés de lamentar e achar que eles são piores do que realmente são...
Se o vazio e a insegurança invadirem o seu peito,
Abra os braços, feche os olhos e repita para si mesmo: "eu posso voar..."
Você é capaz de tudo desde que acredite em si mesmo.
Saiba enxergar a felicidade nas pequenas coisas da vida,
Numa conversa com os amigos, na brincadeira com o cachorro,
Numa paquera em barzinho ou no jogo de damas com seu avô...
Rotina é uma palavra que não existe, pois cada dia traz consigo pequenas surpresas e cada pequeno gesto
Guarda uma imensa felicidade...
E depois de tudo isso,
Olhe para si mesmo e veja o quanto você é especial!
Imagine o quanto pode fazer pelo mundo e pelas pessoas,
Valorize as suas qualidades e tente corrigir seus defeitos (o que é realmente difícil) e saiba o quanto é privilegiado por poder caminhar, cair e aprender com os erros, por ser capaz de escrever uma história única, como nenhuma outra...
Pense nisso!
Ouse sonhar, pois os sonhadores vêem o amanhã. ouse fazer um desejo,
Pois desejar abre caminhos para a esperança e ela é o que nos mantém vivos.
Ouse buscar as coisas que ninguém mais pode ver.
Acredite na magia, pois a vida é cheia dela, mas,acima de tudo, acredite em si mesmo... porque dentro de você reside toda a magia da esperança, do amor e dos sonhos de amanhã.

tudo e atitudes

Aprendi muito sobre a arte de amar e ser amada ...
Não quero alguém que morra de amor por mim!
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim!
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível!
E que esse momento será inesquecível.
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre!
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém!
E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho!
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento e não brinque com ele.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe!
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas!
Nem Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim"!
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros.
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero,um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim e que acima de tudo valeu a pena!
Pois sei que um dia serei procurada pelos meus valores!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

minha menina ...

Eu tenho o brilho do sol



Num dia nublado


Quando está frio lá fora


Para mim é como se fosse a primavera



Bem, você vai me perguntar:


O que me faz se sentir desse jeito?


Minha garota (minha garota, minha garota)


Eu estou falando da minha garota (minha garota)




Eu tenho muito mel


As abelhas me invejam


Eu tenho uma doce canção


Como os pássaros nas árvores



Bem, você vai me perguntar:


O que te faz se sentir desse jeito?


Minha garota (minha garota, minha garota)


Eu estou falando da minha garota (minha garota)



Eu não preciso de dinheiro


Fortuna ou fama


Eu tenho todas as riquezas


Que um homem pode desejar




Bem, você vai me perguntar:


O que te faz se sentir desse jeito?


Minha garota (minha garota, minha garota)


Eu estou falando da minha garota (minha garota)




Eu estou falando da minha garota


Eu tenho o brilho do sol num dia nublado


Com minha garota


Eu sempre estou na primavera


Com minha garota



Eu estou falando da minha garota...

sábado, 22 de maio de 2010

MANUAL da sapatão [8] FINAL.

Pois é, queridas sapas. Hora de dar tchau. Na verdade nem tem tanto assunto mais. Só alguns. Um monte de coisas que eu esqueci de colocar. (…!) Por exemplo:


- O melhor amigo gay: acessório de fábrica lésbico. É a coisa mais comum ter um. Serve para te acompanhar pelos guetos, trocar confidências, figurinhas, falar sobre relacionamentos, etc.


- O preconceito das lésbicas com as lésbicas. Tem um coisa no brejo de discriminação… Uma fanshas não compreendem os bofinhos, acham que querem ser homens, ou estão forçando a barram par parecerem, têm preconceito. Outras reprovam casais de mulheres femininas, acham que casal de lésbicas tem que ter mulher-macho e mulher-fêmea, uma femme e uma hombre. O que nos fala outra coisa…


- Existem casais de lésbicas, sim, de duas mulheres femininas, de duas mulheres masculinas, de uma masculina e uma feminina, de duas mais neutras, de uma neutra e outra feminina, de uma neutra e outra masculina, e por aí vai. Ah, e não tem “tipos” absolutos. Ser humano não vem em embalagem. É uma pena existir preconceito. Falando de homossexualidade é difícil desconsiderar a diversidade.

Então, falando de outro assunto… Uma coisa que eu nem comentei foi sobre os símbolos lésbicos…


- Dois símbolos astrológicos de vênus entrelaçados: não precisa dizer nada, né?


- O triângulo negro: era usado obrigatoriamente por feministas, prostitutas e lésbicas nos campos de concentração nazistas. Havia o preconceito com as lésbicas na Alemanha nazista por não serem consideradas capazes de procriar, e de terem uma vida social como uma mulher heterossexual. O símbolo representa a luta pelos direitos e contra a discriminação.


- Labrys: desde os anos 70 que este símbolo é usado pelas lésbicas. O labrys é considerado um símbolo de força e de auto-suficiência. Tem um monte de explicação histórica para o machadinho, mas é tanta que é difícil acreditar em uma.

Tem também três coisas que a gente nem falou. Maternidade lésbica, união homoafetiva, e militância lésbica. Mas enfim, é por isso mesmo que o texto é cheio de links bonitinhos. Eles deveriam ser clicados. O blog é muito novo para falar de assuntos muito sérios. De qualquer forma é importante representar nossa comunidade frente à sociedade. Lutar pela nossa liberdade, pelo nosso bem estar e de nossas semelhantes. E nossOs semelhantes.


Existe uma campanha interessante na web pela Não Homofobia. E você pode também ligar para o Senado Federal e registrar sua opinião como sendo favorável à aprovação da lei criminalizando a homofobia, número: 0800 61 22 11 (é de graça e pode ser de celular também), entre as 8 e as 20h nos dias úteis. Eu liguei.


Se resta alguma incerteza… Então tire a dúvida. Se não tem nenhuma dúvida, por que teria, não é mesmo?

MANUAL da sapatão [7]

As Sapas e as Palavras


Chegamos até este ponto de nossa trajetória e nem nos atentamos bem aos nossos nomes, verdade. Usei vários dos mais comuns. Lésbica, sapatão, sapa, sapata, bolacha, dyke (sapatão em inglês), que é tudo a mesma coisa. Tem aqueles que são mais regionais, ou para determinadas ocasiões. Tipo chupa-charque. Ou racha. Racha, de rachada, é como os gays de guetos nos chamam, e não precisam ser lésbicas, podem ser apenas mulheres. Mas quem começou com toda essa história de nome, foi nossa até então esquecida Safo de Lesbos.


Uma mulher da Grécia Antiga (durante o século VII a. C.) que tinha certo prestígio social e se envolvia com política. Tinha uma escola para moças, onde lecionaria poesia, música e dança. Mas Safo falou demais. Sua poesia, sim, parecia fazer sucesso, e falava sobre relações entre mulheres de amor e paixão, com toques de erotismo. Falou tanto, que foi exilada. Foi nossa primeira mártir, pelo visto. Sua história marcou tanto que ficou seu nome a nos denominar. O gentílico para mulheres da ilha de Lesbos é “lésbica”. Hoje pouco sobrou da poesia sáfica, e sua história é controversa.


Estes fatos nos remetem a um certo setor da vida sapatônica. A expressão da sapatisse com o mundo externo. Então? Vamos lá? Existem algumas formas de agir quanto a isso.


a) A lésbica no armário. Ou no closet. Essas daqui vivem uma vida dupla. Ou nem tanto, existem formas e formas de viver no armário. Às vezes é no armário só para a família, ou só para o pessoal do trabalho, ou só para o pessoal da faculdade. Há a que são cem por cento no armário e não contam para ninguém. Vivem vida dupla mesmo. São desconfiadas até no brejo. Há as que não se confessam nem para si mesma direito, essas são mais difíceis. Mas tudo é um processo. E ser sapata assumida nem sempre é possível, às vezes por questões de sobrevivência precisa-se manter segredo.


b) A sapa no aquário. Cria um ambiente artificial, não anda no brejo, não passa na lagoa, fica só no aquário. Essa pensa que está protegida dos olhares maliciosos, e que ninguém sabe.


c) A sapatão pintosa. Essa aqui só dá na cara se você olhar com jeito. Não está escondida, também nem tão óbvia. Dá para captar os sinais direitinho, e se você souber conversar e for de confiança (não homofóbico), a contará sem problemas, ou contará de mesmo jeito porque detesta ser mal compreendida. Geralmente dessa, quando você chega mais perto, percebe que ela é e está mais na cara do que pareceu à primeira vista. Ela dá na pinta. Mas você ainda precisa se dar o direito da dúvida, para não acabar se enganando.


d) A sapata bandeirosa. Do tipo que você não olha duas vezes para ter certeza. Ou pelo jeitão, pela aparência física, ou pela vida que leva, como de estilo de vida assumido a atividade em que se envolve relacionada à comunidade lésbica. Tem coisa mais bandeirosa que, por exemplo, ser celebridade e se assumir lésbica? Ser atriz e só fazer personagens lésbicas? Ser dona de um portal lésbico na internet? Ter uma boate para lésbicas? Organizar uma parada para a visibilidade lésbica? Lutar pelos direitos civis politicamente pelas lésbicas? Aparecer publicamente com sua mulher em fotos? Isso é ter uma vida livre de qualquer dúvida e agir independente do preconceito.


Tem também aquelas mulheres que nos deixam com a pulga atrás da orelha, curiosas e interessadas, quem sabe atraídas, até. Mas aí não podemos dizer que se encontra em alguma categoria, porque ainda não respondemos à pergunta: “será que ela é?”. Essas são ótimas.

MANUAL da sapatão [6]

O Relacionamento Lésbico


Pois é, pois é. Depois dessa dose de assuntos lesbianos, chega você num nível top, que nem liga mais. É coisa de rotina, faz parte da vida. Mulher beijando mulher. Mulher transando com mulher. Nada é mais tabu. Seu gaydar já nem falha mais. Você já sabe de todas as verdades lésbicas ocultas do planeta Terra.


De tanto dissecar o DVD da Ana Carolina, sabe que a letra da música na qual ela comeu a Madonna foi escrita por um homem (Alvin L.), portanto não pode ser tão lésbica. Sabe que a Xuxa (bofinho) tem casinho com a Ivete (mulherão) e o Szafir foi mó granito e serviu mais mesmo para a Sasha. Sabe que a Clarice Lispector foi de todas a escritora mais sapa e que A Paixão Segundo GH é altamente lésbico – afinal, ela começa o livro perdendo um terceiro membro que nunca teve, e termina a história lambendo uma baratinha. Entre outras coisitas mais.


Está você no momento mister da sapa – o de ter relacionamentos. O primeiro a se entender é que o tipo de ser humano que mais deseja ter relacionamentos é a tal da lésbica. Para se casar é dois meses. Namorar, uma semana. É um relógio que só as próprias entendem. Uma paixão repentina, instantânea. É por isso que existe a piadinha mais do que batida sobre o segundo encontro gay (não existe) e o lésbico (chega o caminhão da mudança). Acontece que existe uma matemática diferente para as lésbicas. É tudo muito rápido.


Tem mais dois lances interessantes no relacionamento lésbico. Um é que ele precisa ser bem manejado socialmente. Se for muito aberto, e o ambiente, atrasado, fica complicado. Em gueto gay ou em qualquer outro ambiente, mulher com mulher desperta olhares tarados interessados em fazer ménage. Homem ou mulher, desperta. Principalmente se você e sua gata forem femininas, ou próximas a isso. Se chegam sem muitas papas na língua, e lá está, alguém para estragar seu momento romântico.


A outra coisa é que tem um tipo básico por aí de sapas, e isso é bem normal, que curte contrário de ter relacionamentos. Dadas a esfrega-esfrega. E não interessa muito se a moça está ou não acompanhada, comprometida, casada, enamorada. Ela quer é “pegar”. Com você ou não do lado da sua mulher, a sapa olha, seca, encara – a sua companheira. É aquele famoso ser conhecida e achar que pode pegar nos peitos. Por aí. Depois ninguém entende o porquê de seu excesso de ciúmes (outra coisa comum nas lésbicas), e aí está. Você nem é obsessiva-maluca-ciumenta-de-séria-TPM, é o brejo que é perigoso!


Bom… Então passa o tempo. Mil maravilhas durante o relacionamento. Aquela vidinha a duas, muito amor, muita paixão, muito tesão. Ficadas, casinho, namoro, casamento. Acaba. Aí você tem a Ex. Figura essencial na sua vida. Essa sim, faz a diferença. Porque, além de tudo, ou é a sua melhor amiga, ou você foge dela no meio da rua, ou você ainda gosta dela. É sempre assim. Mais um namoro, mais um casamento, mais uma ex. Daqui a pouco, se você não tomar cuidado, uma coleção delas.

MANUAL da sapatão [5]

E agora, que já não era sem tempo, voltemos somente a falar de nós. À pele quentinha e cheirosinha de nossas queridas mulheres, às suas tão desejosas curvas e seus inebriantes olhares – mais do que nunca neste instante. Que tal dar uma apimentada no assunto?

Isso aí, o tal do sexo lésbico. O que para nós são momentos de prazer para outros é de algo de difícil compreensão. Não custa nada recordar de alguns detalhes… Pense comigo. Quantos órgãos sexuais tem uma lésbica? Acertou quem disse três. Zonas erógenas temos muitas, no corpo inteiro, variando de mulher para mulher. Mas bolacha que é bolacha tem três. Veja só. Buceta. Confere? Ok, confere. Boca. Confere? Confere. Mãos? Conferem. Pronto. Sapata tem os próprios dedos como objeto sexual e de sedução. Eles são em geral lustrosos, firmes. Têm uma aura diferente. E são, na hora do sexo, de essencial necessidade. Boca, mesma coisa. Lábios, língua. Uma habilidade de lidar com elas de outro mundo. Ainda que não estejam nem beijando uma outra boca. Reparem, observem. Claro que existem outros itens. Os seios, o ânus. Mas eles são mais estimulantes, não são órgãos sexuais.


Lembre-se que encaixando duas aranhas você faz uma coisa maravilhosa entre duas mulheres. O tribadismo. São nossas posições. Se você pegar um kama sutra hétero, vai ver que as posições se repetem, ele é tal qual o lésbico e o gay. O tribadismo é a posição mais autêntica, claro. Tem o sexo oral, que é bem óbvia, o 69. A masturbação na outra, que pode ser recíproca, pode ser enfiando os dedinhos na frente, atrás, e massageando o clitóris tudo ao mesmo tempo. Você pode esfregar seus seios no da sua companheira, pode chupar os dela. Pode lambusar o corpo dela inteiro com seu líquido. Se for o caso, pode-se usar acessórios. Strap-on dildo, apelidado carinhosamente apenas de dildo, que é a cinta com o pênis artificial. O vibrador, ou o consolo, que não vibra. É só usar a imaginação.


A parte legal de ser sapinha neste mundo é que para saciar desejos num lugar público nem é tão difícil. No box reservado do banheiro feminino, no carro, na boate GLS, e por aí vai. Sendo um cantinho discreto onde ninguém veja, e dê duas pessoas… Se as meninas tiverem coragem… Mais uma aventura a ser vivida, com gostinho de proibido.

Ainda assim, nada melhor do que fazer amor com uma pessoa que você ama.

MANUAL da sapatão [4]

As Muitas Faces do Meio Gay


Pois é, querida sapa. Ajoelhou, vai ter que rezar. Entrou pro brejo? Garanto que também deu o ar da graça no meio gay. E é esse mesmo o que domina, e tem suas características. O meio LGBTIQQ (peguei a sigla maior para dizer que abarca todas as possibilidades, não só os gays ou só as lésbicas) tem suas regrinhas especiais. Você ao frequentá-lo as conhecerá. Confira mais uma listinha básica.

- Modinha heteroflex: essa é balela. Uns adolescentezinhos aí colocaram na cabeça agora, talvez por conta da influência da mídia e de seus ídolos, que fazem isso em seus shows. Isso de sair beijando a boca de meninos e meninas. Agora todo mundo diz que é bi. Conversa fiada, só para ficar bonitinho, dizer que tem a cabeça aberta (ao menos isso), mas bi de verdade, não é, não. Até os homo fazem isso. “Não sou gay, sou bi”… É, né. Então tá.

- Ostentação da homossexualidade: ah, essa é estilo de vida. Moda para alguns, que pode ser passageiro. Para alguns fica mesmo. Essa de falar “Eu sou gay” pelos cotovelos, o tempo todo, direta ou indiretamente. Seja comentando sobre relacionamentos (de si ou dos outros), exibindo modos masculinos ou femininos de forma efusiva (é, dando bichada, soltando a franga), se socando nos guetos gays, falando só sobre assuntos relacionado à homossexualidade, à viadagem e à sapatagem. Tem gente que mesmo sendo encubado consegue ser assim.

- Cumplicidade pela orientação: já percebeu, não é? Essa aqui até é legal, se você gostar de fazer amizade. Por um lado no começo parece fútil. Algo como: “Ah, você é gay?” “Sim!” “Também sou gay! Sejamos amigos”. Não são necessárias palavras, mas inconscientemente é isso que acontece. Não importa categoria profissional, classe social, idade, nada, nada. Já viu um hétero fazer amizade com outro por serem héteros? Não, com certeza. Mas o mundo gay é bem menor. Uma forma de proteção, quem sabe. União para a preservação da comunidade. Para um gay ter amigos gays só facilita a vida.

- Ausência de sexismo: é diferente de como acontece no meio hétero, verdade. Pessoas do mesmo sexo biológico se relacionando sexual, amorosa e afetivamente? Elas conhecem o próprio corpo. Não há receios, hipocresias, falsos moralismos, como há entre os héteros. Olha só. Dizem que o os homossexuais são promíscuos. Talvez uma parcela, ora, heterossexuais também, cá para nós. Mas é que não há tabus entre lésbicas e gays, eles se conhecem. Falar pornografias, safadeza, sentimentos, tudo, tudo, na lata, e os processos dos relacionamentos, é bem mais fácil. Não há essa diferença biológica toda. Muito menos papéis pré-determinadados “o macho” e “a fêmea”. Essa parte é boa.

- Relações vazias: está bom. Isso não pertence ao meio gay. Faz parte de alguns guetos, das baladas. Também tem nas baladas héteros. É que os ambientes GLSs são mais restritos. Relações vazias, superficiais. Pessoas que se vêem, sempre saem juntas, mas não são amigas de verdade. Enfim, esqueçamos esse item. Tem muita gente boa, idônea, responsável e de conteúdo no meio gay.

MANUAL da sapatão [3]

Nesse terceiro estágio, a sapa vai pro brejo. A parte da cultura é legal, mas toda lésbica que se preze precisa de amigos, de ver outras sapinhas, namorar, enfim, se sociabilizar no meio. Ter netsexing, sua própria rede sócio-sexual, e entrar para o mundo.

Quando a gente sai do meio hetero, faz mais parte dele, ou vive num lugar comum, em que há mais pessoas hetero que homossexuais, a bola da vez ao nos percebermos lésbica é utilizarmos nosso instinto básico: o gaydar – conhecido também como lesbiômetro ou gayômetro –, com o qual reconhecemos os outros, nossos amigos “aliados”. Os psicólogos o denominam de “identificação homoafetiva”: um homossexual identifica um outro homossexual pela energia. Algumas mais interiorizadas vão por aí. Notam pela intuição. Mas nem sempre é assim que funciona.

Uma lésbica apresenta sintomas. É possível distinguir uma mulher hetero duma mulher lésbica observando os traços de personalidade e de aparência. Claro que cada caso é um caso. Para isso também existem categorias. Isso. Até lésbica tem tipo:

- Butch: é aquela meio que na cara. Você olha e já sabe que é. Só as mais desatentas (as muito desatentas) não percebem. Normalmente de cabelo curto, usa blusa de manguinha, camiseta regata, bermudão, calças folgadas, usa tênis, sapatênis, boné; sem acessórios, sem maquiagem, sem esmalte; jeito de durona, ou aparentando alguma frieza, um tal trejeito largado, despojado. A butch, o bofinho, o machinho, o boy é tida como uma lésbica masculina.

Um subtipo da butch é a caminhoneira. Essas são aquelas invocadas, fortes, da pesada, sem aquela atraência física toda, ou simpatia.

- Lady: a tal lésbica de aparência e trejeitos femininos. Você nota desde a fala à indumentária. Vestidos, saias, brincos, colares, pulseiras, anéis, maquiagem, cabelos compridos; jeitinho suave, aqueles modos mais faceiros. Engana qualquer um. Só as muito boas no gaydar percebem que esta é lésbica. Em especial e principalmente porque rola atração, e no dia-a-dia, porque ela não vai se interessar por homens.


- Neutra: essa já nem é tão masculina nem tão feminina. Um meio termo, ou nenhuma das duas. Alguém que levanta suspeitas, a da pergunta “será que ela é?”. A maioria das lésbicas são assim, cá para nós. O bom das neutras são as possibilidades. Acho que são mais aquelas modernosas, com cortes de cabelos e roupas alternativas, fashionistas. Já a chamaram também de “kiki”.


Se bem que esse negócio de tipo, tem mais a ver com a aparência, com o estilo da pessoa. Envolve, sim, e claro, elementos da personalidade – a gente expressa visualmente nosso interior também. Lembrando que nada é absoluto, principalmente em se tratando de pessoas, nem sempre podemos ser extremistas. Dizem por aí que as ladies usam scarpins, e as butches, pochetes. Talvez sim. Há variáveis. Pochetes podem ser mochilas de costas, e outro salto alto pode substituir um scarpin.


Além de tudo também tem outras coisas. As unhas bem curtinhas são o básico. Lésbica fazer sexo de unha grande é pecado sapatal. Uma forma de identificar lésbica também pelas mãos? Mulher que usa anel de compromisso e não fala nunca da pessoa. E voz de lésbica. Sabe voz de lésbica? Até as femininas têm isso. Algo entre palatado e anasalado, fica bem no meio. Uma voz aguda meio masculinizada. Tem umas que são mais características, outras menos, mas têm um quê de sapa, sim.


E sapa que é sapa tem uns hábitos que parece que são generalizados. Cultura lésbica nem todo mundo acompanha, é verdade. Mas sapatão tem uma tendência de gostar de tomar uma cervejinha que é um negócio sério. Fumar uns cigarrinhos, dar umas tragadas. Tocar violão. Gostar de futebol. Gostar de MPB. Reparou que nossas cantoras lésbicas são de MPB? É comum a tatuagem (tatuagem na batata da perna, nossa), o piercing – esse aí em qualquer lugar, já.


Tem mais: profissão de lésbica. Umas áreas chamam mais. Não significam que todas da área sejam, não. Mas parece que existe uma identificação com o ofício, não sei. Advogada, a área jurídica. Enfermagem, tem muitas. Design gráfica, artista plástica, webdesigner, o que seja, nem que seja decoração. Fotografia – generalizado, essa tem demais. Educação física (aquela sua professora do ensino médio…), esportes em geral (já ouviu falar na Rebeca Gusmão?). E nas artes sempre há lésbicas e gays, nem é novidade contar. Teatro, cinema, artes plásticas, música, literatura.


Aí sim, o principal do meio sapatal. Girina recém-chegada se assusta, as de mente mais fechada recriminam. Entretanto, não é nada mais do que a pura realidade do brejo. Captou? É o famoso rebu. O rebuceteio. Aquele papo da sua namorada que ficou com sua amiga, que namorou com sua outra amiga, que teve caso com a ex da sua namorada, que transou com sua ex. E por acaso todas saem juntas, riem juntas, e ninguém toca nesse assunto.

MANUAL da sapatão [2]

Entrando no Lesbianismo: Absorvendo Cultura Lésbica




Chegamos na fase 2 da sapa. Agora que você sabe o que é (se é que você é, não é bi, pan, queer ou algo ainda sem classificação), nada melhor do que se habituar ao ambiente. Acostumar-se ao meio pela cultura. Leia-se cinematografia, lugares virtuais, literatura lésbica, e música.

Música sim, essa você já sabia. Aquela da Ana Carolina… A que comeu a Madonna. Todo mundo já ouviu falar. Há mais do que se olha à primeira vista. É, há mais. Dizem que a Ana é um culto, que há a Igreja Carolina. Talvez sejam boatos, não sei bem. Depois você descobre porque aquela sua vizinha tanto escuta Isabella Taviani e Adriana Calcanhoto (am, né!). Fica sabendo também da Gal Costa, da Marina Lima, que já tiveram um caso. A Cássia Eller, a que gostava muito dos All Star azuis da outra, estava na cara (que deus a tenha). E para fechar com chave de ouro, a Maria Bethânia, a Simone e a Zélia Duncan.


Também têm as estrelas internacionais, as que beijam na boca de todo mundo. As Tatu, a Madonna, a Britney, tem a Beth Ditto… Tem até uma dupla de irmãs gêmeas lésbicas, Tegan e Sara.


A cinematografia é iniciática. Tipicissícima. E você vai lá, olhar tudo, superempolgada, afinal, tem cenas de sexo. E muito romance – no fundo é isso que toda lésbica quer: viver uma linda história de amor. A suprema obra é a série norteamericana The L Word, que já terminou, e todo mundo até agora se pergunta “quem, afinal, matou Jenny”? Sim, e os filmes, os filmes. Os mais conhecidos: Assunto de Meninas, Almas Gêmeas, As Horas, Meninos não Choram, Ligadas pelo Desejo, Desejo Proibido, Beijando Jessica Stein, Imagine Eu e Você, Loving Annabelle, Melhor que Chocolate, e por aí vai. Quando você vê, já assistiu quase tudo.


Mas, claro, você não descobre tudo isso do nada. A coisa toda começa com a vontade de se testar pela internet. Você procura chats. Bate papo Uol, IG, Terra. E lá vamos nós. Aprende-se a filtrar as que só querem sexo. “oi” “oi, linda, de onde tc?” “sp e vc?” “poa” “idade?” “23” “30”. Faz as perguntas de praxe… “feminina ou masculina?”, “ativa ou passiva?”, “tem cam?”, “me add: gatinhalouca@hotmail.com”.


Faz MSN fake lésbico, só para as colegas sapinhas… O Orkut fake lésbico, para ter aquelas comunidades que no oficial você não pode ter, né? Para falar sapatisses e ter sapatisses na sua páginas de recados livremente. É isso aí.

Papo vai, papo vem, você faz amizades com sapinhas do Brasil todo. E com outras sapinhas também. Se seu caso for outro, e você tiver amigas sapas para conversar ao vivo. Através delas (ou através do grande G) fica sabendo do Leskut, do Parada Lésbica, do The Salto Alto, do Dykerama, dos milhares de blogs lésbicos por aí pelo mundo… Dos contos lésbicos que tem na internet: do Fator X e do abcLES, ou os que tem nos sites e nos blogs mesmo. Das autoras de literatura lésbica com livros publicados… Vange Leonel, Lúcia Facco, Cassandra Rios – as tias sapas mor. Vê os contos eróticos também (claaro…). Durante um tempo, né. Porque afinal, de pornografia todo mundo cansa. E é difícil encontrar de qualidade. A Thammy que nos diga.

MANUAL da sapatão [1]

Depois de anos de muita prática e estudo, finalmente posso delegar às mãos do meu amado e querido público o Manual da Sapatão. Um livro base, indispensável a todas as sapas conectadas, veteranas ou iniciantes, no qual vou explicar com muita perícia todas as nuances de nosso mundo. Vamos lá.

O Início: Descobrindo-se na Sapatisse

Existem casos e casos de como chegar à autopercepção da própria lesbiandade. O importante é coachar do seu jeito. Alguns casos são bem clássicos. Vejamos.




a) Você sempre soube. Desde pequenininha. Nunca viu graça nas suas barbies. Elas, sim, eram enfeite nas empoeiradas prateleiras de seu quarto. Sua vida era jogar bola com o pessoal do bairro. Brincava mais com os meninos. Gostava de bolas de gude, de pipa. Você gostava de ficar sem blusa. E por isso, entre outras coisas, já ouviu os clássicos “Maria sapatão, sapatão, sapatão. De dia é Maria, de noite é João”, e “Paraíba masculina: mulher-macho sim, senhor” – cantados especialmente em sua homenagem. Ou nem tudo isso, tem umas bem femininas, mas de espírito lésbico mesmo. Então o primeiro beijo fluiu cedo. Logo primeiros amassos, primeira transa. E nunca, jamais, beijou um garoto. E nem vai. São lésbicas admiráveis essas.



b) Tem o caso da adolescência. Você é bem jovem quando se descobre. Sente aquele tombo pelas amiguinhas. Tem vontade de abraçá-las mais do que o normal das coleguinhas heteros; tem uma vontade irresistível de observá-las depois que seus corpos amadurecem… Isso também porque sempre reparou nas curvas das mulheres mesmo. Se apaixona por uma, ou duas. E daí é simples, simples. Você já começa a se vestir de um jeito mais diferenciado – quem sabe, tipo assim, como um boy, se for o caso. Conhece outras sapinhas da sua idade, e logo logo já faz parte de seu próprio brejo. Com sorte sua família não expulsa você de casa ao descobrir, se descobrir.



c) Se demorar mais, porque acontece, e é normal… Já na maturidade, passou a adolescência. Você chega em determinado ponto de sua jovem vida e acha estranho o fato de não conseguir realmente se apegar a nenhum de seus namorados homens. Ou há algum tempo as pessoas vêm te perguntando sobre a ausência de namorados. E você cada dia mais próxima de uma de suas amigas, até se mancar de que está completamente apaixonada por ela. Um simples toque no braço de sua amiga te deixa em outro status, não é isso? Hmm… Agora olha para trás e vê que tudo se encaixa… E aquele ciúme exagerado pela sua melhor amiga no colegial, né? Olha aí…



d) Você já tem uma certa idade. Quem sabe uma solteirona. Mas, claro, é sempre aquela coisa: “Sou simpatizante”. Talvez seja aí que você se engane. Porque você tem várias amigas lésbicas, vários amigos gays, anda em ambientes GLS, e se identifica com tudo. Mas põe a mão no peito e diz “Não sou”? Não sei não, hein. Desconfio. Vai morrer no armário, se brincar. Mas ainda assim, como somos todas pertencentes ao mesmo clã, facilito sua vida: se aceite. A primeiro passo é dizer a si mesma: “Sim, eu sou sapatão”. Depois chupar uma buceta de vez em quando vai fazer parte da sua vida.

Características das botininhas,as sapatões de amanhã

A garotinha quando vai a shopping com a mãe, nunca quer brincar de carrossel, sempre escolhe jogar fliperama.
A garotinha sabe todas as coreografias do "Tchan", mas só dança se for no meio das Scheilas.........
A garotinha não pode ver uma bola que já vai chutando;
A garotinha só vai à praia de short;
A garotinha não gosta de colocar prendedores de cabelo - só usa boné;
A garotinha não pede bicicleta de natal - pede Mobylete;
A garotinha só tem ídolos femininos;
A garotinha roe unha desde cedo;
A garotinha sempre é o médico;
A garotinha quando brinca de Barbie sempre quer ser o Ken;
A garotinha é sempre a mais forte no baleado;
A garotinha sempre chega em casa suada e com a roupa suja - estava jogando futebol ou jogando pedra nas casas dos outros;
A garotinha está sempre dando presentes ou colhendo rosas pra sua amiga (a mesma do esconde-esconde);
A garotinha nunca leva desaforo pra casa;
A garotinha só quer sair pra almoçar fora com os pais se puder levar "aquela amiga "do esconde-esconde;
A garotinha sempre leva reclamação da escola pra casa por estar bagunçando na sala;
A garotinha sempre defende suas amigas nas brigas de rua (ou prédio) - dá porrada em todos os meninos;
A garotinha está sempre rodeada de meninos jogando bola de gude;
A garotinha só quer vestir saia se é norma da escola;
A garotinha só quer brincar de esconde-esconde se for esconder-se com sua melhor (e mais bonita) amiga;
A garotinha não gosta de balé - prefere futebol;
A garotinha não quer ganhar barbies de presente - só playmobil;

Como disfarçar a sapatez

- Esconda muito bem sua edição de luxo do livro "Julieta & Julieta" , não esquecendo de deixar à vista a edição de "Romeu & Julieta"
- Quando alguém em sua casa atender o telefone e for alguma amiga, nunca diga: "-Pô, Cara, e aí?"
- Tenha sempre na bolsa: batom, esmalte, lixa de unha e camisinha; afinal sua mãe pode resolver conferí-la quando você não estiver por perto
- Ah, mais uma dica para dar uma disfarçada na sapatez: deixe seu celular por uns dois dias com sua mãe e peça a seus amigos gays - com voz bem disfarçada masculinamente - para ligar para o celular te procurando...
- Já que não dá pra largar as calças compridas, use-as bem atochadas no rabo e nas coxinhas.
- Quando chegar em sua casa uma vendedora da Natura ou da Avon, coloque-se animadamente (com direito a gritinhos e interjeições) ao lado da mamãe e das irmãs (ou sei lá quem estiver rodeando a biscateira) e converse animadamente sobre cintas emagrecedoras, cremes redutores de estrias, gel para celulite e todas aquelas baboseiras fabricadas segundo a filosofia "como agarrar seu homem".
- Assistir a novela das oito junto com a mãe e dar suspiros e toda vez que o Rodrigo Santoro aparecer... melhor ainda se em seguida vier um comentário do tipo... "Ai, esse cara é maravilhoso... não sei o que ele vê naquela ridícula da Luana Piovanne". Na hora do "ridícula da Luana..." cruzem os dedos, disfarçadamente, é claro!!
- Esqueça aquela bota que você anda paquerando há dias na sapataria e volte seus olhos para aquela sandália salto agulha, você precisa aprender a andar nela.
- Arrume uma bicha, que não grite e se vista de homem, e combine para serem namorados nas ocasiões caretas
- Compre sainhas, vestidinhos e sapatinhos na C&A
- Descubra aquela parenta mais velha que um dia teve algum babado e que hoje tenha deixado a vida para proteger você quando o assunto voltar à cena.
- De vez em quando jogue os cabelos prum lado e pro outro para pensarem que você é bem feminina.
- Peça para aquela sua amiga, mas amiga mesmo, com voz grossa, não ligar pro telefone convencional, sua mãe pode atender e pensar que é sua namorada.
- Compre um celular mesmo que seja daqueles pré pagos pras ligações perigosas
- Diga que você não torce pra nenhum time de futebol, mesmo que seu time do coração tenha ganho o campeonato sem ter perdido uma partida
- Compareça a todas as festinhas de família sem fazer cara feia e reclamar
- Se a parentada perguntar pelo seu namorado, diga que ele tá viajando.. aliás para cada parente, dê uma resposta diferente só pra zonear um pouquinho né?
- Apague todos os indícios que você visitou sites e salas do babado no seu computador
- Não brigue com sua irmã, ela pode dedurar você.
- Esconda bem escondido suas revistinhas Playboy
- Arrume um pôster do VanDamme ou Stallone..... ou outro macho bem musculoso e coloque na parede de seu quarto.
- Se você não tem, providencie um estojo de maquiagem
- Aprenda a tocar piano e esqueça um pouco aquele batuque da galera do pagode.

Sapatão que é sapatão

Sapatão que é sapatão quando sai com a namorada não aceita colaboração de dinheiro, paga tudo sozinha, afinal é o macho da situação.
Sapatão que é sapatão não "chora", se deixa emocionar de vez em quando ...
Sapatão que é sapatão no carnaval se fantasia de Super-Homen, Tarzan ou He-Man
Sapatão que é sapatão instala seu próprio ventilador de teto
Sapatão que é sapatão não dispensa nada, sempre cai dentro
Sapatão que é sapatão dispensa se a candidata for mais macho que ela
Sapatão que é sapatão se amassa uma bolinha de papel, tem logo que fazer embaixadinha
Sapatão que é sapatão quando bebe chopp, não faz xixi, tira água do joelho
Sapatão que é sapatão tem bem guardado seu saquinho de bolinhas de gude e figurinhas de mulé pelada dos tempos que era garotinha.
Sapatão que é sapatão tá sempre disputando quem bebe mais e quem vai cair primeiro
Sapatão que é sapatão encontra o "amigão" e dá aquele tapão nas costas
Sapatão que é sapatão tem sempre as unhas bem aparadas, afinal não é bichinha
Sapatão que é sapatão tá sempre com sua polchete na cintura
Sapatão que é sapatão tem pente no bolso de trás e molho de chave na frente, não esquecendo do celular no outro lado ou o pager
Sapatão que é sapatão corta cabelo no barbeiro, máquina 4
Sapatão que é sapatão arruma sempre um boy na fila do banco pra jogar palitinho
Sapatão que é sapatão olha uma mulher gostosa com olho de tesão e assopra pra dentro
Sapatão que é sapatão não tira a roupa quando vai namorar e nem deixa passar a mão na bunda
Sapatão que é sapatão não se separa de seu boné
Sapatão que é sapatão fuma marlboro, o cigarro do cowboy
Sapatão que é sapatão toca atabaque na macumba
Sapatão que é sapatão discute no botequim da esquina sobre a mulherada que comeu
Sapatão que é sapatão aos domingos vai jogar futebol quase feminino
Sapatão que é sapatão na boate, não dança, fica cercando a gatinha pras outras não chegarem perto
Sapatão que é sapatão fica toda hora ajeitando o fundilho da calça
Sapatão que é sapatão passeia de bermudão e chinelo franciscano.

Diferença entre lésbica e sapatão

A lésbica escreve cartas de amor. O sapatão faz uma ligação interurbana para seu novo amor da casa da sua ex.

A lésbica adora discutir sobre seus relacionamentos. O sapatão começa um novo.

A lésbica pega seu mouse e clica nos seus ícones bonitinhos. O sapatão configura seu teclado o dia inteiiiiroooo...

A lésbica ama ler. O sapatão coleciona zines.

A lésbica pratica esportes. O sapatão assiste.

A lésbica convida seus pais para jantar. O sapatão leva fast food.

A lésbica sente-se só no Domingo. O sapatão vai até a seção para adultos na locadora.
A lésbica é implícita ........o sapatão é explícito
A lésbica acaricia ........o sapatão mete a porrada
A lésbica canta .................o sapatão desafina
A lésbica tem classe .........o sapatão tem barriga
A lésbica disfarça..............o sapatão evidencia
A lésbica argumenta ...... o sapatão "paga esporro"
A lésbica propõe ...................o sapatão impõe
A lésbica toca ....................o sapatão cutuca
A lésbica lambe ..................o sapatão mastiga

PIADAS GLS

Por que as lésbicas têm amigos gays?
Porque alguém precisa cozinhar.





Por que os gays têm amigas lésbicas?
Porque alguém precisa trocar o pneu.





O que as lésbicas fazem quando estão menstruadas?
Pintura a dedo.





Como se chama a parte situada entre o ânus e a vagina?
Apoiador de queixo.





Como é chamada uma lésbica com unhas compridas?
Solteira.





O que uma lésbica vampira disse para outra?
Te vejo no mês que vem.





Qual o nome da parte insensível e inútil na base do pênis?
Homem.





Qual a diferença entre uma lésbica e uma bola de boliche?
Na bola de boliche só cabem três dedos.





Quantas lésbicas inteligentes são necessárias para trocar uma lâmpada?
Nenhuma. Elas já transmitem sua energia.





O que é uma drag?
Um homem que usa tudo o que uma lésbica jamais usaria.





Enquanto transava, uma lésbica perguntou: "Se importa se eu fumar enquanto você me come?"





Qual a diferença entre um pneu e um sapatão?
Eventualmente, o pneu estará embaixo de você.




Sobre depilar as pernas, há 4 tipos de mulheres no mundo:

a)Mulher que depila as pernas e é heterossexual.
b)Mulher que depila as pernas e não é heterossexual.
c)Mulher que não depila as pernas e é heterossexual.
d)Mulher que não depila as pernas e não é heterossexual.

É lógico que existe variações, como mulheres que estão questionando sua orientação sexual e mulheres que só depilam as pernas no verão.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

APAIXONE-SE


Apaixone-se pela manhã,
que em todos os dias te levanta com os pés firmes no chão.
Apaixone-se pelas canções,
que mesmo quando todos se calam,
elas ainda sussurram o refrão em seus ouvidos.
Apaixone-se pelo hoje,
que te faz respirar, enxergar, sentir, viver...
Apaixone por você,
pois não existirá ninguém melhor para se amar do que a si mesmo,
pois só descobrimos o que é amor,
quando nos apaixonamos primeiramente por nós mesmos.
Apaixone-se pela vida,
ela é o único presente que você diz que não pediu,
mas que jamais deseja perder.
Apaixone-se mil vezes pela mesma coisa,
se esse sentimento te faz crescer,
apaixone-se cada dia mais e mais.
O tempo vai passar,
e com ele você irá envelhecer...
E nessa rotina da vida,
nunca se esqueça...
Apaixone-se mil vezes por você,
seja em qual época ou lugar for...
APAIXONE-SE.